Berlim, 1936
Devido à crescente influência do esporte profissional e à criação da Copa do Mundo da FIFA, havia ficado difícil definir o conceito de atleta amador. Sem encontrar uma solução adequada, o Comitê Olímpico Internacional decidiu não incluir o futebol nas olimpíadas de 1932 em Los Angeles. Porém, o esporte voltou mais forte do que nunca na Alemanha em 1936, pois os organizadores precisavam da renda gerada pela modalidade.
Entretanto, houve algumas ocasiões em que provavelmente os organizadores devem ter se arrependido da sua decisão, já que o futebol originou vários incidentes bastante desagradáveis. Na vitória da Itália sobre os EUA, por exemplo, dois americanos já estavam contundidos quando o italiano Achille Piccine foi expulso da partida. O jogador se recusou a sair, e os seus companheiros cercaram o juiz e taparam a sua boca com as mãos. Por algum motivo, o árbitro acabou voltando atrás, e Piccini permaneceu em campo.
O incidente mais complicado, contudo, ocorreu no confronto entre Peru e Áustria pelas quartas-de-final. Faltando quinze minutos para o apito final, os peruanos conseguiram se recuperar de uma desvantagem de dois gols e forçaram a prorrogação. Durante o tempo suplementar, torcedores peruanos invadiram o campo e atacaram um jogador austríaco. Em meio à confusão, o Peru acabou marcando dois gols e venceu por 4 a 2.
Mas a alegria dos sul-americanos durou pouco. A Áustria protestou junto ao Comitê Olímpico Internacional, que anulou a partida e determinou que houvesse uma nova disputa sem a presença de torcedores. O Peru se recusou a jogar, e toda a delegação do país se retirou em forma de protesto, no que foram acompanhados pela Colômbia.
Consequentemente, a Áustria conquistou o direito de enfrentar a Itália na final. A seleção comandada pelo técnico Vittorio Pozzo estava em uma fase incrível depois de conquistar a Copa do Mundo da FIFA dois anos antes, feito que se repetiria em 1938. Após despachar os EUA, a Itália goleou o Japão por 8 a 0 nas quartas-de-final com quatro gols de Carlo Biagi e três de Annibale Frossi, que tinha um visual bastante incomum, com uma faixa no cabelo e óculos. Na semifinal, os italianos derrotaram a Noruega, e Frossi deixou o dele novamente.
Frossi foi o artilheiro do torneio com sete gols, dois dos quais na prorrogação da disputa pelo ouro que o seu país venceu por 2 a 1 diante de 85 mil espectadores no Estádio Olímpico. A Noruega conquistou a medalha de bronze ao vencer a Polônia por 3 a 2 com três gols de Arne Brustad.
Fonte: fifa.com
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Futebol Olimpico - Londres 1948
Londres, 1948
Devido à Segunda Guerra Mundial, os Jogos Olímpicos não foram disputados durante 12 anos. Nesse intervalo, o futebol profissional se desenvolveu muito, o que limitou o número de atletas amadores ao redor do mundo. Consequentemente, os países do Leste Europeu passaram a dominar completamente a competição. Entretanto, antes que o domínio se consolidasse, a Suécia conquistou a medalha de ouro em Londres. Aliás, aquele foi o único Torneio Olímpico de Futebol vencido por um país de fora do bloco soviético desde o final da guerra até os jogos de Los Angeles em 1984, quando a França se sagrou campeã.
A edição de 1948 foi um dos torneios com mais gols na história dos Jogos Olímpicos. As redes balançaram 102 vezes em 18 partidas, com uma impressionante média de 5,66 gols por jogo.
Comandados pelo técnico Rudolf Kock, os suecos tiveram um desempenho espetacular, anotando 22 gols em apenas quatro jogos. Os escandinavos venceram a Áustria por 3 a 0, massacraram a Coreia por 12 a 0 com quatro gols de Gunnar Nordahl e três de Henry Carlsson e, na final, bateram a Iugoslávia por 3 a 1 diante de 60 mil espectadores que lotaram o Estádio de Wembley. Gunnar Gren marcou dois gols na disputa pelo ouro e Nordahl marcou um, sagrando-se artilheiro da competição ao lado do dinamarquês John Hansen, ambos com sete gols.
Na semifinal a Suécia venceu a Dinamarca por 4 a 1 com um gol bastante curioso de Carlsson. Após um lance rápido em que as duas equipes se alternaram na posse da bola, Nordahl percebeu que estava impedido e entrou dentro do gol adversário para sair da posição irregular. Segundos depois, Carlsson cabeceou e marcou.
A seleção sueca era muito forte, e o título não veio por acaso. Após o torneio, Nils Liedholm, Gren e Nordahl foram contratados pelo Milan, onde se consagrariam. Nordahl marcou 210 gols pelo clube de Milão e 15 pela Roma alguns anos mais tarde. Dez anos após a conquista olímpica, Gren e Liedholm, respectivamente com 38 e 36 anos, defenderam o país mais uma vez na Copa do Mundo da FIFA Suécia 1958. Os anfitriões chegaram até a final, mas perderam para o Brasil, que já contava com Pelé, então com 17 anos.
A disputa pelo bronze foi cheia de gols. No primeiro tempo, a Dinamarca fez 3 a 2 contra a Grã-Bretanha, que era dirigida pelo técnico do Manchester United, Matt Busby. Na etapa complementar, a vantagem aumentou para 5 a 3. John Hansen e Carl Praest fizeram dois gols cada para os dinamarqueses.
Fonte: fifa.com
Devido à Segunda Guerra Mundial, os Jogos Olímpicos não foram disputados durante 12 anos. Nesse intervalo, o futebol profissional se desenvolveu muito, o que limitou o número de atletas amadores ao redor do mundo. Consequentemente, os países do Leste Europeu passaram a dominar completamente a competição. Entretanto, antes que o domínio se consolidasse, a Suécia conquistou a medalha de ouro em Londres. Aliás, aquele foi o único Torneio Olímpico de Futebol vencido por um país de fora do bloco soviético desde o final da guerra até os jogos de Los Angeles em 1984, quando a França se sagrou campeã.
A edição de 1948 foi um dos torneios com mais gols na história dos Jogos Olímpicos. As redes balançaram 102 vezes em 18 partidas, com uma impressionante média de 5,66 gols por jogo.
Comandados pelo técnico Rudolf Kock, os suecos tiveram um desempenho espetacular, anotando 22 gols em apenas quatro jogos. Os escandinavos venceram a Áustria por 3 a 0, massacraram a Coreia por 12 a 0 com quatro gols de Gunnar Nordahl e três de Henry Carlsson e, na final, bateram a Iugoslávia por 3 a 1 diante de 60 mil espectadores que lotaram o Estádio de Wembley. Gunnar Gren marcou dois gols na disputa pelo ouro e Nordahl marcou um, sagrando-se artilheiro da competição ao lado do dinamarquês John Hansen, ambos com sete gols.
Na semifinal a Suécia venceu a Dinamarca por 4 a 1 com um gol bastante curioso de Carlsson. Após um lance rápido em que as duas equipes se alternaram na posse da bola, Nordahl percebeu que estava impedido e entrou dentro do gol adversário para sair da posição irregular. Segundos depois, Carlsson cabeceou e marcou.
A seleção sueca era muito forte, e o título não veio por acaso. Após o torneio, Nils Liedholm, Gren e Nordahl foram contratados pelo Milan, onde se consagrariam. Nordahl marcou 210 gols pelo clube de Milão e 15 pela Roma alguns anos mais tarde. Dez anos após a conquista olímpica, Gren e Liedholm, respectivamente com 38 e 36 anos, defenderam o país mais uma vez na Copa do Mundo da FIFA Suécia 1958. Os anfitriões chegaram até a final, mas perderam para o Brasil, que já contava com Pelé, então com 17 anos.
A disputa pelo bronze foi cheia de gols. No primeiro tempo, a Dinamarca fez 3 a 2 contra a Grã-Bretanha, que era dirigida pelo técnico do Manchester United, Matt Busby. Na etapa complementar, a vantagem aumentou para 5 a 3. John Hansen e Carl Praest fizeram dois gols cada para os dinamarqueses.
Fonte: fifa.com
Futebol Olimpico - Londres 1948
Londres, 1948
Devido à Segunda Guerra Mundial, os Jogos Olímpicos não foram disputados durante 12 anos. Nesse intervalo, o futebol profissional se desenvolveu muito, o que limitou o número de atletas amadores ao redor do mundo. Consequentemente, os países do Leste Europeu passaram a dominar completamente a competição. Entretanto, antes que o domínio se consolidasse, a Suécia conquistou a medalha de ouro em Londres. Aliás, aquele foi o único Torneio Olímpico de Futebol vencido por um país de fora do bloco soviético desde o final da guerra até os jogos de Los Angeles em 1984, quando a França se sagrou campeã.
A edição de 1948 foi um dos torneios com mais gols na história dos Jogos Olímpicos. As redes balançaram 102 vezes em 18 partidas, com uma impressionante média de 5,66 gols por jogo.
Comandados pelo técnico Rudolf Kock, os suecos tiveram um desempenho espetacular, anotando 22 gols em apenas quatro jogos. Os escandinavos venceram a Áustria por 3 a 0, massacraram a Coreia por 12 a 0 com quatro gols de Gunnar Nordahl e três de Henry Carlsson e, na final, bateram a Iugoslávia por 3 a 1 diante de 60 mil espectadores que lotaram o Estádio de Wembley. Gunnar Gren marcou dois gols na disputa pelo ouro e Nordahl marcou um, sagrando-se artilheiro da competição ao lado do dinamarquês John Hansen, ambos com sete gols.
Na semifinal a Suécia venceu a Dinamarca por 4 a 1 com um gol bastante curioso de Carlsson. Após um lance rápido em que as duas equipes se alternaram na posse da bola, Nordahl percebeu que estava impedido e entrou dentro do gol adversário para sair da posição irregular. Segundos depois, Carlsson cabeceou e marcou.
A seleção sueca era muito forte, e o título não veio por acaso. Após o torneio, Nils Liedholm, Gren e Nordahl foram contratados pelo Milan, onde se consagrariam. Nordahl marcou 210 gols pelo clube de Milão e 15 pela Roma alguns anos mais tarde. Dez anos após a conquista olímpica, Gren e Liedholm, respectivamente com 38 e 36 anos, defenderam o país mais uma vez na Copa do Mundo da FIFA Suécia 1958. Os anfitriões chegaram até a final, mas perderam para o Brasil, que já contava com Pelé, então com 17 anos.
A disputa pelo bronze foi cheia de gols. No primeiro tempo, a Dinamarca fez 3 a 2 contra a Grã-Bretanha, que era dirigida pelo técnico do Manchester United, Matt Busby. Na etapa complementar, a vantagem aumentou para 5 a 3. John Hansen e Carl Praest fizeram dois gols cada para os dinamarqueses.
Fonte: fifa.com
Devido à Segunda Guerra Mundial, os Jogos Olímpicos não foram disputados durante 12 anos. Nesse intervalo, o futebol profissional se desenvolveu muito, o que limitou o número de atletas amadores ao redor do mundo. Consequentemente, os países do Leste Europeu passaram a dominar completamente a competição. Entretanto, antes que o domínio se consolidasse, a Suécia conquistou a medalha de ouro em Londres. Aliás, aquele foi o único Torneio Olímpico de Futebol vencido por um país de fora do bloco soviético desde o final da guerra até os jogos de Los Angeles em 1984, quando a França se sagrou campeã.
A edição de 1948 foi um dos torneios com mais gols na história dos Jogos Olímpicos. As redes balançaram 102 vezes em 18 partidas, com uma impressionante média de 5,66 gols por jogo.
Comandados pelo técnico Rudolf Kock, os suecos tiveram um desempenho espetacular, anotando 22 gols em apenas quatro jogos. Os escandinavos venceram a Áustria por 3 a 0, massacraram a Coreia por 12 a 0 com quatro gols de Gunnar Nordahl e três de Henry Carlsson e, na final, bateram a Iugoslávia por 3 a 1 diante de 60 mil espectadores que lotaram o Estádio de Wembley. Gunnar Gren marcou dois gols na disputa pelo ouro e Nordahl marcou um, sagrando-se artilheiro da competição ao lado do dinamarquês John Hansen, ambos com sete gols.
Na semifinal a Suécia venceu a Dinamarca por 4 a 1 com um gol bastante curioso de Carlsson. Após um lance rápido em que as duas equipes se alternaram na posse da bola, Nordahl percebeu que estava impedido e entrou dentro do gol adversário para sair da posição irregular. Segundos depois, Carlsson cabeceou e marcou.
A seleção sueca era muito forte, e o título não veio por acaso. Após o torneio, Nils Liedholm, Gren e Nordahl foram contratados pelo Milan, onde se consagrariam. Nordahl marcou 210 gols pelo clube de Milão e 15 pela Roma alguns anos mais tarde. Dez anos após a conquista olímpica, Gren e Liedholm, respectivamente com 38 e 36 anos, defenderam o país mais uma vez na Copa do Mundo da FIFA Suécia 1958. Os anfitriões chegaram até a final, mas perderam para o Brasil, que já contava com Pelé, então com 17 anos.
A disputa pelo bronze foi cheia de gols. No primeiro tempo, a Dinamarca fez 3 a 2 contra a Grã-Bretanha, que era dirigida pelo técnico do Manchester United, Matt Busby. Na etapa complementar, a vantagem aumentou para 5 a 3. John Hansen e Carl Praest fizeram dois gols cada para os dinamarqueses.
Fonte: fifa.com
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Futebol Olimpico - Hesinque 1952
Helsinque, 1952
Em 1952, o mundo assistiu ao surgimento da seleção da Hungria que faria história no futebol mundial. Liderada por Ferenc Puskás, o "Major Galopante", a equipe que em breve se tornaria conhecida como os "Mágicos Magiares" de fato fez mágica na competição, com cinco vitórias em cinco partidas, 20 gols a favor e apenas dois contra. A campanha dos húngaros foi tão brilhante que a vitória por "apenas" 2 a 0 contra a Iugoslávia na final foi até um pouco decepcionante.
Entre as surpresas se destaca a seleção de Luxemburgo, que nunca havia tido muito sucesso no futebol e venceu a Grã-Bretanha por 5 a 3 na rodada de abertura. O Egito também surpreendeu ao derrotar o Chile por 5 a 4.
A Iugoslávia também correu sérios riscos de ser eliminada logo na segunda rodada, em uma das partidas mais memoráveis da história das Olimpíadas. Os iugoslavos venciam por 5 a 1 em Tampere, mas acabaram cedendo o empate para a União Soviética, que marcou três gols nos 14 minutos finais. Bobrov foi o principal responsável pela reação, balançando as redes três vezes, e Petrov fez o gol de empate quando restava apenas um minuto para o término do tempo regulamentar. Dois dias depois, a Iugoslávia venceu a partida de desempate por 3 a 1 com gols de Stjepan Bobek, Zlatko Cajkovski e Rajko Mitic - que terminou como vice-artilheiro com seis gols, um gol a menos que o compatriota Branko Zebec.
Mas a sensação do torneio era mesmo a Hungria. Depois de passarem com dificuldades pela Romênia, vencendo por 2 a 1, os húngaros pisaram fundo no acelerador para vencerem a Itália por 3 a 0 na segunda rodada, golearem a Turquia por 7 a 1 nas quartas-de-final, com dois gols de Kocsis e dois de Puskás, e massacrarem a Suécia por 6 a 0, com mais dois gols de Kocsis. Na final, aproximadamente 60 mil espectadores assistiram a Puskás e Zoltán Czibor marcarem os gols que garantiram o primeiro ouro olímpico para os húngaros.
A equipe que conquistou o título na Finlândia era praticamente a mesma que venceria a Inglaterra por 6 a 3 em pleno Estádio de Wembley em 1953 e que chegaria à Copa do Mundo da FIFA 1954 como favorita, mas acabaria derrotada por 3 a 2 na final contra a Alemanha. A Suécia, que jogou sem o trio de ataque que havia conquistado a medalha de ouro quatro anos antes, ficou com o bronze ao vencer a Alemanha por 2 a 0.
Fonte: fifa.com
Em 1952, o mundo assistiu ao surgimento da seleção da Hungria que faria história no futebol mundial. Liderada por Ferenc Puskás, o "Major Galopante", a equipe que em breve se tornaria conhecida como os "Mágicos Magiares" de fato fez mágica na competição, com cinco vitórias em cinco partidas, 20 gols a favor e apenas dois contra. A campanha dos húngaros foi tão brilhante que a vitória por "apenas" 2 a 0 contra a Iugoslávia na final foi até um pouco decepcionante.
Entre as surpresas se destaca a seleção de Luxemburgo, que nunca havia tido muito sucesso no futebol e venceu a Grã-Bretanha por 5 a 3 na rodada de abertura. O Egito também surpreendeu ao derrotar o Chile por 5 a 4.
A Iugoslávia também correu sérios riscos de ser eliminada logo na segunda rodada, em uma das partidas mais memoráveis da história das Olimpíadas. Os iugoslavos venciam por 5 a 1 em Tampere, mas acabaram cedendo o empate para a União Soviética, que marcou três gols nos 14 minutos finais. Bobrov foi o principal responsável pela reação, balançando as redes três vezes, e Petrov fez o gol de empate quando restava apenas um minuto para o término do tempo regulamentar. Dois dias depois, a Iugoslávia venceu a partida de desempate por 3 a 1 com gols de Stjepan Bobek, Zlatko Cajkovski e Rajko Mitic - que terminou como vice-artilheiro com seis gols, um gol a menos que o compatriota Branko Zebec.
Mas a sensação do torneio era mesmo a Hungria. Depois de passarem com dificuldades pela Romênia, vencendo por 2 a 1, os húngaros pisaram fundo no acelerador para vencerem a Itália por 3 a 0 na segunda rodada, golearem a Turquia por 7 a 1 nas quartas-de-final, com dois gols de Kocsis e dois de Puskás, e massacrarem a Suécia por 6 a 0, com mais dois gols de Kocsis. Na final, aproximadamente 60 mil espectadores assistiram a Puskás e Zoltán Czibor marcarem os gols que garantiram o primeiro ouro olímpico para os húngaros.
A equipe que conquistou o título na Finlândia era praticamente a mesma que venceria a Inglaterra por 6 a 3 em pleno Estádio de Wembley em 1953 e que chegaria à Copa do Mundo da FIFA 1954 como favorita, mas acabaria derrotada por 3 a 2 na final contra a Alemanha. A Suécia, que jogou sem o trio de ataque que havia conquistado a medalha de ouro quatro anos antes, ficou com o bronze ao vencer a Alemanha por 2 a 0.
Fonte: fifa.com
Futebol Olimpico - Melbourne 1956
Melbourne, 1956
Devido à Revolução Húngara e à consequente reação da União Soviética, apenas 11 países participaram do Torneio Olímpico de Futebol de 1956, que foi a menor competição desde os Jogos de 1908 e 1912.
A União Soviética conquistou a sua primeira medalha olímpica no futebol, justamente a de ouro, logo na segunda participação do país no torneio. Embora os soviéticos não tivessem o costume de cultuar as celebridades, não devem ter ficado nada tristes com o surgimento do goleiro Lev Yashin, que sofreu apenas dois gols em quatro partidas e alcançaria ainda mais glórias no futuro. Conhecido como "Aranha Negra", Yashin participou de três edições da Copa do Mundo da FIFA, defendeu mais de cem pênaltis e disputou 78 jogos pela seleção ao longo da sua carreira.
No caminho rumo à decisão, os soviéticos quase não conseguiram passar pela esforçada seleção da Indonésia nas quartas e venceram por pouco a Bulgária na semifinal.
Os indonésios armaram sua própria cortina de ferro lá atrás, mantendo dez jogadores dentro da área e apenas um atacante no campo adversário quando os soviéticos estavam com a posse de bola. A retranca funcionou, e os asiáticos conseguiram arrancar um empate sem gols contra os favoritos. Na partida de desempate, entretanto, a União Soviética conseguiu se impor e venceu por 4 a 0 com dois gols de Sergei Salnikov.
Nas semifinais, o lateral direito Nikolai Tisjenko fraturou a clavícula, mas permaneceu em campo com uma tipoia, pois as substituições ainda não eram permitidas. Após um 0 a 0 no tempo regulamentar, Ivan Kolev abriu o placar para a Bulgária durante a prorrogação, mas os soviéticos conseguiram a virada por 2 a 1 com gols de Eduard Streltsov e Boris Tatushin.
Na final, a União Soviética derrotou a Iugoslávia por 1 a 0 com um gol de Anatoly Ilyin aos três minutos do segundo tempo. Zlako Papec teria empatado a partida ao fazer o seu, mas o juiz assinalou impedimento, e os iugoslavos ficaram apenas com a medalha de prata pela terceira vez consecutiva.
A Bulgária conquistou a sua primeira medalha olímpica no futebol ao derrotar a Índia na disputa do bronze por 3 a 0 com dois gols de Todor Diev.
Fonte: fifa.com
Devido à Revolução Húngara e à consequente reação da União Soviética, apenas 11 países participaram do Torneio Olímpico de Futebol de 1956, que foi a menor competição desde os Jogos de 1908 e 1912.
A União Soviética conquistou a sua primeira medalha olímpica no futebol, justamente a de ouro, logo na segunda participação do país no torneio. Embora os soviéticos não tivessem o costume de cultuar as celebridades, não devem ter ficado nada tristes com o surgimento do goleiro Lev Yashin, que sofreu apenas dois gols em quatro partidas e alcançaria ainda mais glórias no futuro. Conhecido como "Aranha Negra", Yashin participou de três edições da Copa do Mundo da FIFA, defendeu mais de cem pênaltis e disputou 78 jogos pela seleção ao longo da sua carreira.
No caminho rumo à decisão, os soviéticos quase não conseguiram passar pela esforçada seleção da Indonésia nas quartas e venceram por pouco a Bulgária na semifinal.
Os indonésios armaram sua própria cortina de ferro lá atrás, mantendo dez jogadores dentro da área e apenas um atacante no campo adversário quando os soviéticos estavam com a posse de bola. A retranca funcionou, e os asiáticos conseguiram arrancar um empate sem gols contra os favoritos. Na partida de desempate, entretanto, a União Soviética conseguiu se impor e venceu por 4 a 0 com dois gols de Sergei Salnikov.
Nas semifinais, o lateral direito Nikolai Tisjenko fraturou a clavícula, mas permaneceu em campo com uma tipoia, pois as substituições ainda não eram permitidas. Após um 0 a 0 no tempo regulamentar, Ivan Kolev abriu o placar para a Bulgária durante a prorrogação, mas os soviéticos conseguiram a virada por 2 a 1 com gols de Eduard Streltsov e Boris Tatushin.
Na final, a União Soviética derrotou a Iugoslávia por 1 a 0 com um gol de Anatoly Ilyin aos três minutos do segundo tempo. Zlako Papec teria empatado a partida ao fazer o seu, mas o juiz assinalou impedimento, e os iugoslavos ficaram apenas com a medalha de prata pela terceira vez consecutiva.
A Bulgária conquistou a sua primeira medalha olímpica no futebol ao derrotar a Índia na disputa do bronze por 3 a 0 com dois gols de Todor Diev.
Fonte: fifa.com
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Futebol Olimpico - Roma 1960
Roma, 1960
Após conquistar a medalha de prata em três edições consecutivas do Torneio Olímpico de Futebol, a habilidosa seleção da Iugoslávia finalmente foi recompensada por sua persistência e conquistou a medalha de ouro.
Dessa vez, a sorte estava do lado dos iugoslavos, que passaram às semifinais no cara e coroa depois de empatarem com a Bulgária. Na partida seguinte, a equipe empatou com a Itália em 1 a 1 e só se classificou para a final ao vencer mais um sorteio. Jogando em casa, a seleção italiana contou com os meio-campistas Gianni Rivera e Giovanni Trapattoni, que no futuro se tornaria um dos maiores técnicos do mundo.
Na disputa pelo ouro, contra a Dinamarca a Iugoslávia mostrou que os resultados dos sorteios não poderiam ter sido mais justos. Logo no primeiro minuto de partida, o capitão Milan Galic acertou um forte chute de fora da área para abrir o placar. Zeljko Matus fez o segundo aos 11 minutos diante de mais de 23 mil espectadores no Estádio Flaminio. Galic acabou sendo expulso de campo por insultar o árbitro, mas Borivoje Kostic fez mais um gol para garantir a vitória. Flemming Nielsen descontou para os dinamarqueses, mas já era tarde e a partida terminou em 3 a 1.
Galic foi o artilheiro da competição com sete gols, um a mais que Kostic.
Apenas três países de fora do bloco soviético conquistaram medalhas no futebol entre 1952 e 1980. Além da prata da Dinamarca, Suécia e Japão ficaram com o bronze em 1952 e 1968, respectivamente.
O Torneio Olímpico de Futebol em Roma marcou uma mudança significativa na estrutura da competição, até então disputada inteiramente no sistema de mata-mata. Foi incluída uma primeira fase de grupos com quatro equipes, com o que cada seleção passou a disputar um mínimo de três partidas. Desde então, esse tem sido o regulamento adotado. Em 1960, apenas os campeões de cada grupo se classificaram para as semifinais.
A Hungria, que havia perdido o núcleo da sua seleção devido à revolução no país, conseguiu ficar com a terceira colocação ao derrotar a Itália por 2 a 1 na disputa do bronze.
Fonte: fifa.com
Após conquistar a medalha de prata em três edições consecutivas do Torneio Olímpico de Futebol, a habilidosa seleção da Iugoslávia finalmente foi recompensada por sua persistência e conquistou a medalha de ouro.
Dessa vez, a sorte estava do lado dos iugoslavos, que passaram às semifinais no cara e coroa depois de empatarem com a Bulgária. Na partida seguinte, a equipe empatou com a Itália em 1 a 1 e só se classificou para a final ao vencer mais um sorteio. Jogando em casa, a seleção italiana contou com os meio-campistas Gianni Rivera e Giovanni Trapattoni, que no futuro se tornaria um dos maiores técnicos do mundo.
Na disputa pelo ouro, contra a Dinamarca a Iugoslávia mostrou que os resultados dos sorteios não poderiam ter sido mais justos. Logo no primeiro minuto de partida, o capitão Milan Galic acertou um forte chute de fora da área para abrir o placar. Zeljko Matus fez o segundo aos 11 minutos diante de mais de 23 mil espectadores no Estádio Flaminio. Galic acabou sendo expulso de campo por insultar o árbitro, mas Borivoje Kostic fez mais um gol para garantir a vitória. Flemming Nielsen descontou para os dinamarqueses, mas já era tarde e a partida terminou em 3 a 1.
Galic foi o artilheiro da competição com sete gols, um a mais que Kostic.
Apenas três países de fora do bloco soviético conquistaram medalhas no futebol entre 1952 e 1980. Além da prata da Dinamarca, Suécia e Japão ficaram com o bronze em 1952 e 1968, respectivamente.
O Torneio Olímpico de Futebol em Roma marcou uma mudança significativa na estrutura da competição, até então disputada inteiramente no sistema de mata-mata. Foi incluída uma primeira fase de grupos com quatro equipes, com o que cada seleção passou a disputar um mínimo de três partidas. Desde então, esse tem sido o regulamento adotado. Em 1960, apenas os campeões de cada grupo se classificaram para as semifinais.
A Hungria, que havia perdido o núcleo da sua seleção devido à revolução no país, conseguiu ficar com a terceira colocação ao derrotar a Itália por 2 a 1 na disputa do bronze.
Fonte: fifa.com
Futebol Olimpico - Tóquio 1964
Tóquio, 1964
O novo regulamento do Torneio Olímpico de Futebol determinou a classificação dos segundos colocados de cada grupo. Consequentemente, passou a haver a disputa das quartas-de-final.
Antes mesmo da cerimônia de abertura, os Jogos Olímpicos de 1964 ficaram manchados por uma tragédia ocorrida durante partida eliminatória entre Peru e Argentina em Lima, em que 328 pessoas morreram. A desgraça marcou o início de uma série de problemas. A Coreia do Norte, por exemplo, abandonou os Jogos depois que alguns dos seus atletas de natação e atletismo foram suspensos por participarem de competições não autorizadas.
A Itália também decidiu não competir após ser acusada de convocar jogadores profissionais de futebol. Alguns integrantes da seleção olímpica italiana jogavam pela Internazionale de Milão e haviam participado até mesmo da vitória sobre o Real Madrid na final da Liga dos Campeões da UEFA.
Certamente, também houve bons momentos em Tóquio. Pela primeira vez na história das Olimpíadas, duas seleções africanas, Gana e Egito, passaram para a segunda fase. Os egípcios venceram Gana por 5 a 1, mas foram eliminados na semifinal pela Hungria, que os derrotou por 6 a 0 com nada menos do que quatro gols de Ferenc Bene.
Entretanto, aquela não foi a melhor atuação de Bene, que marcou seis gols na primeira rodada contra o Marrocos e se sagrou artilheiro da competição com 12 gols. A Hungria também balançou as redes seis vezes na eletrizante vitória contra a Iugoslávia por 6 a 5 com quatro gols de Tibor Csernai e outro de Bene.
Na disputa pela medalha de ouro, a Hungria levou a melhor diante de mais de 65 mil espectadores no Estádio Nacional. Os húngaros venceram a Tchecoslováquia por 2 a 1 com um gol contra do zagueiro Vladimir Weiss e um de Bene.
Na disputa do bronze, a Alemanha Oriental conseguiu a sua primeira medalha ao derrotar o Egito por 3 a 1.
Fonte: fifa.com
O novo regulamento do Torneio Olímpico de Futebol determinou a classificação dos segundos colocados de cada grupo. Consequentemente, passou a haver a disputa das quartas-de-final.
Antes mesmo da cerimônia de abertura, os Jogos Olímpicos de 1964 ficaram manchados por uma tragédia ocorrida durante partida eliminatória entre Peru e Argentina em Lima, em que 328 pessoas morreram. A desgraça marcou o início de uma série de problemas. A Coreia do Norte, por exemplo, abandonou os Jogos depois que alguns dos seus atletas de natação e atletismo foram suspensos por participarem de competições não autorizadas.
A Itália também decidiu não competir após ser acusada de convocar jogadores profissionais de futebol. Alguns integrantes da seleção olímpica italiana jogavam pela Internazionale de Milão e haviam participado até mesmo da vitória sobre o Real Madrid na final da Liga dos Campeões da UEFA.
Certamente, também houve bons momentos em Tóquio. Pela primeira vez na história das Olimpíadas, duas seleções africanas, Gana e Egito, passaram para a segunda fase. Os egípcios venceram Gana por 5 a 1, mas foram eliminados na semifinal pela Hungria, que os derrotou por 6 a 0 com nada menos do que quatro gols de Ferenc Bene.
Entretanto, aquela não foi a melhor atuação de Bene, que marcou seis gols na primeira rodada contra o Marrocos e se sagrou artilheiro da competição com 12 gols. A Hungria também balançou as redes seis vezes na eletrizante vitória contra a Iugoslávia por 6 a 5 com quatro gols de Tibor Csernai e outro de Bene.
Na disputa pela medalha de ouro, a Hungria levou a melhor diante de mais de 65 mil espectadores no Estádio Nacional. Os húngaros venceram a Tchecoslováquia por 2 a 1 com um gol contra do zagueiro Vladimir Weiss e um de Bene.
Na disputa do bronze, a Alemanha Oriental conseguiu a sua primeira medalha ao derrotar o Egito por 3 a 1.
Fonte: fifa.com
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Sport (do treinador Inácio Ramos)
Time recheado de craques de Assunção e Taperoá. Numa época que ainda éramos distrito divididos entre Juazeirinho e Taperoá. Time do Sport ...
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Aqui com certeza é verdadeiro o ditado: "tamanho não é documento" vejamos que estes troféus e taças, são super importante...
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Com certeza se compararmos a diferença de atitude, amor a camisa, o Vasco comtra o Real Madrid em 1998, foi melhor do que aquele que enfre...
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Vasco da Gama vice campeão Mundial de Clubes FIFA - 2000 Foto do time completo titulares e reservas, enfim de todo elenco.