Cidade do México, 1968
Os Jogos Olímpicos de 1968 talvez tenham sido os mais tempestuosos de todos os tempos, e as confusões e problemas se estenderam também ao futebol. A Hungria conquistou a sua terceira medalha de ouro, vencendo a segunda edição consecutiva do torneio. Apenas duas outras seleções haviam conseguido essa façanha: a Grã-Bretanha em 1908 e 1912 e o Uruguai em 1924 e 1928.
Definitivamente, não foi um torneio tranquilo. O Marrocos havia se classificado para o torneio, mas se recusou a jogar contra Israel e foi substituído por Gana. Os israelenses venceram os africanos por 5 a 3 em uma partida com muitas brigas, que se prolongaram até mais tarde na Vila Olímpica. Também houve brigas no confronto entre Tchecoslováquia e Guatemala. Era uma prévia dos dois jogos valendo medalhas, que também foram muito controversos.
Durante a derrota do México para o Japão por 2 a 0 na disputa do bronze, os torcedores mexicanos se enfureceram e começaram a arremessar os assentos do Estádio Azteca para dentro do campo. Uma lamentável situação que se repetiu na final. Sem dúvidas, o Japão foi a surpresa do torneio. Além de ter derrotado a França por 3 a 1 nas quartas-de-final, teve o artilheiro da competição: Kunishige Kamamoto, que marcou sete dos nove gols da seleção japonesa.
A Bulgária havia vencido a semifinal apenas no cara ou coroa, mas saiu na frente na disputa pelo ouro. Diante de 75 mil espectadores, os húngaros conseguiram a virada com gols de Ivan Menczel e Antal Dunai pouco antes do intervalo.
O clima da partida esquentou rapidamente quando o árbitro Diego Deleo expulsou o atacante búlgaro Tzevan Dimitrov. Irritado com a decisão, o seu compatriota Atanas Christov chutou a bola em Deleo e também foi expulso. Pouco mais tarde, Kiril Ivkov também foi para o chuveiro, e a Bulgária ficou com apenas oito homens em campo. Com a confusão, a torcida resolveu voltar a atirar os assentos para dentro do gramado. Juhasv e Dunai marcaram mais um gol cada para a Hungria, que venceu por 4 a 1 e ficou com o título.
O zagueiro húngaro Deszo Novak se tornou o único jogador de futebol a conquistar três medalhas olímpicas: um bronze em 1960 e dois ouros em 1964 e em 1968.
fonte:fifa.com
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Futebol Olimpico - Montreal 1976
Montreal, 1976
Os Jogos Olímpicos de 1976 marcaram o primeiro de três boicotes consecutivos. Gana, Nigéria e Zâmbia não participaram do torneio de futebol por razões políticas, enquanto o Uruguai ficou de fora por motivos internos.
A Polônia, ganhadora do ouro quatro anos antes, teve de se contentar com a prata após a derrota para a Alemanha Oriental na decisão por 3 a 1. O selecionado campeão marcou os seus gols no início e no final do jogo. Hartmut Schade e Martin Hoffman abriram o marcador antes dos 15 minutos de partida, e Reinhard Haefner completou faltando apenas seis minutos para o fim em frente a 71.671 espectadores no Estádio Olímpico. Grzegorz Lato fez o único dos poloneses na final, mas foi o seu companheiro Andrzej Szarmach que conquistou a artilharia do torneio com seis gols.
Os Jogos Olímpicos de Montreal serão lembrados como um trampolim para as carreiras internacionais de vários jogadores de renome. Então com 21 anos, o meia francês Michel Platini usava a camisa 11, e não a dez com a qual viria a se consagrar. Outros destaques foram o goleiro espanhol Luis Arconada e o mexicano Hugo Sánchez, de 18 anos, que posteriormente viria a ser um dos maiores ídolos da história do Real Madrid e do selecionado do seu país.
Platini, que se tornou figura de destaque na seleção principal da França e na Juventus de Turim, marcou três gols na primeira fase do torneio: dois na goleada de 4 a 1 sobre a Guatemala e outro para empatar em 1 a 1 o confronto diante de Israel a dez minutos do fim do jogo.
Mesmo assim, a campanha da França chegou ao fim nas quartas-de-final contra a Alemanha Oriental. O jogo estava 1 a 0 até os 13 do segundo tempo, mas os cartões vermelhos dados a Jean Fernandez e Francisco Rubio facilitaram as coisas para os alemães, que venceram por 4 a 0.
O Brasil perdeu a decisão do bronze para a União Soviética por 2 a 0 em frente a 55.647 espectadores. Realizadas nas cidades de Toronto, Ottawa, Sherbrooke e Montreal, as 23 partidas atraíram um público total bastante promissor de 580.156 torcedores.
fonte: fifa.com
Os Jogos Olímpicos de 1976 marcaram o primeiro de três boicotes consecutivos. Gana, Nigéria e Zâmbia não participaram do torneio de futebol por razões políticas, enquanto o Uruguai ficou de fora por motivos internos.
A Polônia, ganhadora do ouro quatro anos antes, teve de se contentar com a prata após a derrota para a Alemanha Oriental na decisão por 3 a 1. O selecionado campeão marcou os seus gols no início e no final do jogo. Hartmut Schade e Martin Hoffman abriram o marcador antes dos 15 minutos de partida, e Reinhard Haefner completou faltando apenas seis minutos para o fim em frente a 71.671 espectadores no Estádio Olímpico. Grzegorz Lato fez o único dos poloneses na final, mas foi o seu companheiro Andrzej Szarmach que conquistou a artilharia do torneio com seis gols.
Os Jogos Olímpicos de Montreal serão lembrados como um trampolim para as carreiras internacionais de vários jogadores de renome. Então com 21 anos, o meia francês Michel Platini usava a camisa 11, e não a dez com a qual viria a se consagrar. Outros destaques foram o goleiro espanhol Luis Arconada e o mexicano Hugo Sánchez, de 18 anos, que posteriormente viria a ser um dos maiores ídolos da história do Real Madrid e do selecionado do seu país.
Platini, que se tornou figura de destaque na seleção principal da França e na Juventus de Turim, marcou três gols na primeira fase do torneio: dois na goleada de 4 a 1 sobre a Guatemala e outro para empatar em 1 a 1 o confronto diante de Israel a dez minutos do fim do jogo.
Mesmo assim, a campanha da França chegou ao fim nas quartas-de-final contra a Alemanha Oriental. O jogo estava 1 a 0 até os 13 do segundo tempo, mas os cartões vermelhos dados a Jean Fernandez e Francisco Rubio facilitaram as coisas para os alemães, que venceram por 4 a 0.
O Brasil perdeu a decisão do bronze para a União Soviética por 2 a 0 em frente a 55.647 espectadores. Realizadas nas cidades de Toronto, Ottawa, Sherbrooke e Montreal, as 23 partidas atraíram um público total bastante promissor de 580.156 torcedores.
fonte: fifa.com
domingo, 3 de janeiro de 2010
Copa Libertadores
O mais importante torneio de clubes sul-americana, criada na sequência do sucesso da (Champions League) Taça dos Campeões Europeus. Originalmente, cada país entraram um clube (os campeões nacionais, embora para o Brasil, os vencedores da Taça inscritas como não houve campeonato nacional na época). A partir de 1966, cada país entraram duas equipes (além de, possivelmente, os titulares, que estavam isentos até as semifinais (segunda volta) até o final dos anos oitenta Desde 1998, os times mexicanos são convidados;. Até 2003, eles tiveram que entrar uma ronda preliminar com o . Venezolan participantes Desde 2000, os países têm mais de duas entradas, o torneio principal agora tem 32 slots (para 11 países), com uma partida preliminar envolvendo 12 equipas, das quais seis avançar para a fase de grupos (assim, no total, 38 participantes) .
Em 1948, a Copa de Campeones foi realizada em Santiago, vencida pelo Vasco da Gama do Brasil, este torneio tem sido reconhecido como um precursor da Copa Libertadores pela Federação Sul-Americana (CSF).
Vencedores
1960 Peñarol
1961 Peñarol
1962 Santos
1963 Santos
1964 Independiente
1965 Independiente
1966 Peñarol
1967 Racing Club
1968 Estudiantes
1969 Estudiantes
1970 Estudiantes
1971 Nacional
1972 Independiente
1973 Independiente
1974 Independiente
1975 Independiente
1976 Cruzeiro
1977 Boca Juniors
1978 Boca Juniors
1979 Olimpia (Asunción)
1980 Nacional
1981 Flamengo
1982 Peñarol
1983 Grêmio
1984 Independiente
1985 Argentinos Juniors
1986 River Plate
1987 Peñarol
1988 Nacional
1989 Atlético Nacional (Medellín)
1990 Olimpia (Asunción)
1991 Colo Colo
1992 São Paulo
1993 São Paulo
1994 Vélez Sarsfield
1995 Grêmio
1996 River Plate
1997 Cruzeiro
1998 Vasco da Gama
1999 Palmeiras
2000 Boca Juniors
2001 Boca Juniors
2002 Olimpia (Asunción)
2003 Boca Juniors
2004 Once Caldas (Manizales)
2005 São Paulo
2006 Internacional
2007 Boca Juniors
2008 LDU (Quito)
2009 Estudiantes
2010 Internacional
2011 Santos
2012 Corinthians
fonte: rsssf.com
Texto: Mauro Prais. contato email: mauro.prais@ieee.org
Em 1948, a Copa de Campeones foi realizada em Santiago, vencida pelo Vasco da Gama do Brasil, este torneio tem sido reconhecido como um precursor da Copa Libertadores pela Federação Sul-Americana (CSF).
Vencedores
1960 Peñarol
1961 Peñarol
1962 Santos
1963 Santos
1964 Independiente
1965 Independiente
1966 Peñarol
1967 Racing Club
1968 Estudiantes
1969 Estudiantes
1970 Estudiantes
1971 Nacional
1972 Independiente
1973 Independiente
1974 Independiente
1975 Independiente
1976 Cruzeiro
1977 Boca Juniors
1978 Boca Juniors
1979 Olimpia (Asunción)
1980 Nacional
1981 Flamengo
1982 Peñarol
1983 Grêmio
1984 Independiente
1985 Argentinos Juniors
1986 River Plate
1987 Peñarol
1988 Nacional
1989 Atlético Nacional (Medellín)
1990 Olimpia (Asunción)
1991 Colo Colo
1992 São Paulo
1993 São Paulo
1994 Vélez Sarsfield
1995 Grêmio
1996 River Plate
1997 Cruzeiro
1998 Vasco da Gama
1999 Palmeiras
2000 Boca Juniors
2001 Boca Juniors
2002 Olimpia (Asunción)
2003 Boca Juniors
2004 Once Caldas (Manizales)
2005 São Paulo
2006 Internacional
2007 Boca Juniors
2008 LDU (Quito)
2009 Estudiantes
2010 Internacional
2011 Santos
2012 Corinthians
fonte: rsssf.com
Texto: Mauro Prais. contato email: mauro.prais@ieee.org
Solteiros 0 x 2 Casados 2009
Não deu para os solteiros em 2009, com o reforço do atacante Valério, os casados imporam melhor jogo e venceram com autoridade, os solteiros tiveram algumas chances, mas a vitória dos casados foi inquestionável.
Ficha do jogo
Data: 22/12/2009
Campo: Salvadorzão.
Juiz: Davi.
Gols: Valério 29 do 1º e 18 do 2°
Cartão Vermelho: Leandro de Dita.
Solteiros: Alvim, Pio, Waschintom, Juninho e Zé Marco; Diego, Denivaldo, Albérgio e Djedilsom, Tuica e Rany Cobra.
Técnico: Osmar Diniz.
Casados: Vei (George), Etim, Flávio, Testa e Robenilsom (Cicero); Jorge (Ribeirinho), Aldo, Vavá (Roberto Zeferino) Leandro de Dita; Beto Batista (Jr Fenomeno) e Valério.
Técnico: Jr Fenomeno.
sábado, 2 de janeiro de 2010
Sidney 2000 - Futebol olímpico
Sydney, 2000
Dezesseis países se enfrentaram em 32 partidas e marcaram 102 gols no Torneio Olímpico de Futebol Masculino disputado na Austrália. A Nigéria, que conquistara a medalha de ouro quatro anos antes, entrou como a principal favorita, mas no fim foi outro país africano que levou o título pela primeira vez na sua história: Camarões.
O inteligente treinador Jean-Paul Akono combinou juventude e experiência na medida certa para levar o selecionado camaronês à conquista inédita. Ele escalou jovens como Geremi Njitap, Lauren Etame Mayer e um ainda desconhecido Samuel Eto'o ao lado dos veteranos Patrick Mboma e Serge Mimpo.
Somada a uma impressionante garra, a mescla fez de Camarões uma seleção imbatível. No entanto, a viagem teve os seus percalços. O selecionado encontrou dificuldades para derrotar o Kuwait na estreia por 3 a 2 e em seguida não passou de empates apagados com República Tcheca e Estados Unidos, mas o melhor ainda estava por vir.
Os "leões indomáveis" foram a sensação das quartas-de-final ao eliminarem o Brasil, comandado por Vanderlei Luxemburgo. A partida terminou 1 a 1, com Mboma abrindo o marcador e Ronaldinho Gaúcho empatando de falta já nos descontos. Na prorrogação, apesar de a equipe atuar com dois jogadores a menos, o desconhecido Mbami saiu do banco e marcou o gol de ouro que fez dele um eterno heroi do continente africano.
A semifinal contra o Chile começou da pior maneira possível, com um gol contra marcado por Patrice Abanda, mas os leões voltaram a rugir e empataram graças a um gol do capitão Mboma. Nos instantes finais, Lauren Etame Mayer marcou de falta o gol que levou Camarões à decisão do ouro.
Os 104.098 sortudos que lotaram o Estádio Olímpico de Sydney para a final entre Espanha e Camarões viram uma partida inesquecível. Xavi abriu o marcador para os espanhóis de falta logo aos dois minutos, e Angulo poderia ter ampliado a vantagem poucos instantes depois, mas viu o seu pênalti ser defendido por Idriss Carlos Kameni. De qualquer modo, os europeus chegaram ao segundo gol antes do intervalo, com Gabri.
Mas os camaroneses não são chamados de "indomáveis" à toa. Com uma ajudinha de Amaya, que marcou contra, o país chegou ao empate pelos pés de Eto'o. Em seguida, as expulsões de Gabri e José Mari levaram os africanos ao ataque, mas a Espanha segurou o empate até o final da prorrogação.
O campeão olímpico só foi decidido nos pênaltis. Os africanos converteram todas as suas penalidades, mas Amaya realmente não estava no seu melhor dia e chutou no poste, dando pela primeira vez na história o ouro do futebol olímpico a República de Camarões.
A outra surpresa do torneio foi o Chile, que, comandado em campo pelo ídolo Iván Zamorano (artilheiro da competição com seis gols), levou a medalha de bronze. Os EUA ficaram com um honroso quarto lugar, enquanto o Brasil teve de se contentar com o troféu Fair Play.
fonte:fifa.com
Dezesseis países se enfrentaram em 32 partidas e marcaram 102 gols no Torneio Olímpico de Futebol Masculino disputado na Austrália. A Nigéria, que conquistara a medalha de ouro quatro anos antes, entrou como a principal favorita, mas no fim foi outro país africano que levou o título pela primeira vez na sua história: Camarões.
O inteligente treinador Jean-Paul Akono combinou juventude e experiência na medida certa para levar o selecionado camaronês à conquista inédita. Ele escalou jovens como Geremi Njitap, Lauren Etame Mayer e um ainda desconhecido Samuel Eto'o ao lado dos veteranos Patrick Mboma e Serge Mimpo.
Somada a uma impressionante garra, a mescla fez de Camarões uma seleção imbatível. No entanto, a viagem teve os seus percalços. O selecionado encontrou dificuldades para derrotar o Kuwait na estreia por 3 a 2 e em seguida não passou de empates apagados com República Tcheca e Estados Unidos, mas o melhor ainda estava por vir.
Os "leões indomáveis" foram a sensação das quartas-de-final ao eliminarem o Brasil, comandado por Vanderlei Luxemburgo. A partida terminou 1 a 1, com Mboma abrindo o marcador e Ronaldinho Gaúcho empatando de falta já nos descontos. Na prorrogação, apesar de a equipe atuar com dois jogadores a menos, o desconhecido Mbami saiu do banco e marcou o gol de ouro que fez dele um eterno heroi do continente africano.
A semifinal contra o Chile começou da pior maneira possível, com um gol contra marcado por Patrice Abanda, mas os leões voltaram a rugir e empataram graças a um gol do capitão Mboma. Nos instantes finais, Lauren Etame Mayer marcou de falta o gol que levou Camarões à decisão do ouro.
Os 104.098 sortudos que lotaram o Estádio Olímpico de Sydney para a final entre Espanha e Camarões viram uma partida inesquecível. Xavi abriu o marcador para os espanhóis de falta logo aos dois minutos, e Angulo poderia ter ampliado a vantagem poucos instantes depois, mas viu o seu pênalti ser defendido por Idriss Carlos Kameni. De qualquer modo, os europeus chegaram ao segundo gol antes do intervalo, com Gabri.
Mas os camaroneses não são chamados de "indomáveis" à toa. Com uma ajudinha de Amaya, que marcou contra, o país chegou ao empate pelos pés de Eto'o. Em seguida, as expulsões de Gabri e José Mari levaram os africanos ao ataque, mas a Espanha segurou o empate até o final da prorrogação.
O campeão olímpico só foi decidido nos pênaltis. Os africanos converteram todas as suas penalidades, mas Amaya realmente não estava no seu melhor dia e chutou no poste, dando pela primeira vez na história o ouro do futebol olímpico a República de Camarões.
A outra surpresa do torneio foi o Chile, que, comandado em campo pelo ídolo Iván Zamorano (artilheiro da competição com seis gols), levou a medalha de bronze. Os EUA ficaram com um honroso quarto lugar, enquanto o Brasil teve de se contentar com o troféu Fair Play.
fonte:fifa.com
Atlanta 1996 - Futebol Olímpico
Atlanta, 1996
A Nigéria entrou para a história do futebol olímpico como o primeiro país de fora da Europa e da América do Sul a conquistar a medalha de ouro. O torneio de 1996 foi disputado quase que na totalidade por jogadores abaixo de 23 anos, mas cada uma das 16 nações participantes pôde usar até três atletas acima da idade em um acordo entre a FIFA e o Comitê Olímpico Internacional.
Muitos observadores previam que a Nigéria seria o primeiro país africano a ganhar uma Copa do Mundo da FIFA, pois o país havia conquistado o título mundial sub-16 em 1985 e ficado em segundo dois anos depois. Além disso, nas edições de 1985 e 1989 do Mundial de Juniores, os nigerianos tinham ficado em terceiro e em segundo lugar, respectivamente. No entanto, entre as seleções adultas, sempre haviam ficado pelo meio do caminho nas fases iniciais.
Treinada pelo holandês Johannes Bonfrere, a Nigéria iniciou o caminho rumo à final olímpica com uma vitória por 1 a 0 diante da Hungria e outra por 2 a 0 contra o Japão, mas fechou a primeira fase perdendo por 1 a 0 para o Brasil. Os africanos depois eliminaram o México do goleiro Jorge Campos por 2 a 0 nas quartas para voltarem a enfrentar o escrete canarinho.
Com craques como Bebeto, Ronaldo e Rivaldo, a seleção brasileira chegou a fazer 3 a 1, mas a Nigéria acordou aos 33 do segundo tempo com um gol de fora da área de Victor Ikpeba. No último minuto do tempo regulamentar, o capitão Nwankwo Kanu assumiu a responsabilidade e empatou em meio a uma confusão na frente do gol. No início da prorrogação - que àquela época era disputada com a chamada "morte súbita" -, Kanu apareceu outra vez e assegurou uma das mais impressionantes viradas da história do futebol, em uma partida considerada por muitos observadores como a maior dos Jogos Olímpicos em todos os tempos.
Como se não bastasse, os nigerianos produziram outro milagre contra a Argentina na decisão da medalha de ouro em frente a 86.117 espectadores no Estádio de Sanford em Athens, no estado da Geórgia.
Os argentinos venciam por 2 a 1, com gols de Claudio López aos três minutos do primeiro tempo e Hernán Crespo de pênalti aos cinco da etapa final, mas a Nigéria empatou com Daniel Amokachi aos 29 do segundo tempo. Faltando apenas um minuto, Emmanuel Amunike aproveitou uma linha de impedimento mal-feita por parte dos argentinos e tocou à queima-roupa na saída do goleiro Pablo Cavallero para fazer o gol da vitória por 3 a 2. "Garanto que, enquanto estou falando com vocês, todos na África estão comemorando", afirmou o atacante Sunday Oliseh. "Ninguém vai dormir hoje à noite. Todos estarão felizes. Isto é para todos os países africanos."
Além da Nigéria, a competição teve outras surpresas. A Itália, treinada por Cesare Maldini, foi eliminada após uma desastrosa primeira fase. Os maus resultados e os desempenhos abaixo da média custaram o emprego de Maldini.
O Japão, por sua vez, chegou desacreditado, mas derrotou o Brasil na estreia por 1 a 0. Já a seleção de Gana passou por momentos de agonia e euforia após o empate em 1 a 1 com o México na primeira fase. Os jogadores deixaram o campo cabisbaixos, achando que tinham sido eliminados, mas começaram a sorrir quando o técnico Bora Milutinovic disse que haviam conseguido a classificação às quartas-de-final.
O Brasil, que já tinha ganhado quatro títulos mundiais, perdeu outra chance de levar o ouro olímpico pela primeira vez e teve de se contentar com o bronze. Com três gols de Bebeto, os brasileiros fizeram 5 a 0 em Portugal na decisão do terceiro lugar.
Somente dois anos após o sucesso da Copa do Mundo da FIFA no país, o Torneio Olímpico de Futebol teve grande sucesso nos Estados Unidos, repetindo a consagração de 1984. Um público total de 1.364.142 pessoas assistiu às 32 partidas, com a maior parte dos jogos em rodadas duplas, abertas pela primeira edição do torneio feminino.
fonte:? fifa.com
A Nigéria entrou para a história do futebol olímpico como o primeiro país de fora da Europa e da América do Sul a conquistar a medalha de ouro. O torneio de 1996 foi disputado quase que na totalidade por jogadores abaixo de 23 anos, mas cada uma das 16 nações participantes pôde usar até três atletas acima da idade em um acordo entre a FIFA e o Comitê Olímpico Internacional.
Muitos observadores previam que a Nigéria seria o primeiro país africano a ganhar uma Copa do Mundo da FIFA, pois o país havia conquistado o título mundial sub-16 em 1985 e ficado em segundo dois anos depois. Além disso, nas edições de 1985 e 1989 do Mundial de Juniores, os nigerianos tinham ficado em terceiro e em segundo lugar, respectivamente. No entanto, entre as seleções adultas, sempre haviam ficado pelo meio do caminho nas fases iniciais.
Treinada pelo holandês Johannes Bonfrere, a Nigéria iniciou o caminho rumo à final olímpica com uma vitória por 1 a 0 diante da Hungria e outra por 2 a 0 contra o Japão, mas fechou a primeira fase perdendo por 1 a 0 para o Brasil. Os africanos depois eliminaram o México do goleiro Jorge Campos por 2 a 0 nas quartas para voltarem a enfrentar o escrete canarinho.
Com craques como Bebeto, Ronaldo e Rivaldo, a seleção brasileira chegou a fazer 3 a 1, mas a Nigéria acordou aos 33 do segundo tempo com um gol de fora da área de Victor Ikpeba. No último minuto do tempo regulamentar, o capitão Nwankwo Kanu assumiu a responsabilidade e empatou em meio a uma confusão na frente do gol. No início da prorrogação - que àquela época era disputada com a chamada "morte súbita" -, Kanu apareceu outra vez e assegurou uma das mais impressionantes viradas da história do futebol, em uma partida considerada por muitos observadores como a maior dos Jogos Olímpicos em todos os tempos.
Como se não bastasse, os nigerianos produziram outro milagre contra a Argentina na decisão da medalha de ouro em frente a 86.117 espectadores no Estádio de Sanford em Athens, no estado da Geórgia.
Os argentinos venciam por 2 a 1, com gols de Claudio López aos três minutos do primeiro tempo e Hernán Crespo de pênalti aos cinco da etapa final, mas a Nigéria empatou com Daniel Amokachi aos 29 do segundo tempo. Faltando apenas um minuto, Emmanuel Amunike aproveitou uma linha de impedimento mal-feita por parte dos argentinos e tocou à queima-roupa na saída do goleiro Pablo Cavallero para fazer o gol da vitória por 3 a 2. "Garanto que, enquanto estou falando com vocês, todos na África estão comemorando", afirmou o atacante Sunday Oliseh. "Ninguém vai dormir hoje à noite. Todos estarão felizes. Isto é para todos os países africanos."
Além da Nigéria, a competição teve outras surpresas. A Itália, treinada por Cesare Maldini, foi eliminada após uma desastrosa primeira fase. Os maus resultados e os desempenhos abaixo da média custaram o emprego de Maldini.
O Japão, por sua vez, chegou desacreditado, mas derrotou o Brasil na estreia por 1 a 0. Já a seleção de Gana passou por momentos de agonia e euforia após o empate em 1 a 1 com o México na primeira fase. Os jogadores deixaram o campo cabisbaixos, achando que tinham sido eliminados, mas começaram a sorrir quando o técnico Bora Milutinovic disse que haviam conseguido a classificação às quartas-de-final.
O Brasil, que já tinha ganhado quatro títulos mundiais, perdeu outra chance de levar o ouro olímpico pela primeira vez e teve de se contentar com o bronze. Com três gols de Bebeto, os brasileiros fizeram 5 a 0 em Portugal na decisão do terceiro lugar.
Somente dois anos após o sucesso da Copa do Mundo da FIFA no país, o Torneio Olímpico de Futebol teve grande sucesso nos Estados Unidos, repetindo a consagração de 1984. Um público total de 1.364.142 pessoas assistiu às 32 partidas, com a maior parte dos jogos em rodadas duplas, abertas pela primeira edição do torneio feminino.
fonte:? fifa.com
Barcelona 1992 - Futebol Olímpico
Barcelona, 1992
Foram poucas as vezes em que o país anfitrião conseguiu conquistar o ouro olímpico no futebol, mas a Espanha chegou lá de forma dramática, com uma vitória de virada sobre a Polônia no Estádio Camp Nou. Francisco "Kiko" Narvaez definiu o jogo já nos descontos encobrindo o goleiro Aleksander Klak em frente a uma platéia de 95 mil espectadores, entre eles o Rei Juan Carlos, a Rainha Sofia e o presidente do COI, Juan Antonio Samaranch.
A Polônia abriu o marcador com Wojciech Kowalczyk nos acréscimos da primeira etapa, mas a Espanha empatou com uma cabeçada de Abelardo aos 20 do tempo complementar, cinco minutos após a chegada do Rei Juan Carlos. Kiko colocou o selecionado anfitrião à frente aos 25, mas a Polônia empatou seis minutos depois com Ryszard Staniek, assegurando muita emoção nos minutos finais.
A Espanha havia dado um show na primeira fase, batendo Colômbia, Egito e Catar com oito gols marcados e nenhum sofrido na soma dos três jogos. Os espanhóis depois derrotaram a favorita Itália nas quartas por 1 a 0, gol de Quico, e em seguida eliminaram Gana por 2 a 0 nas semifinais.
Os ganeses, que tinham a seleção com a média de idade mais baixa (18,8 anos), surpreenderam ao levar o bronze, primeira medalha de um país africano no futebol olímpico. O terceiro lugar veio após a vitória por 1 a 0 sobre a Austrália, outra surpresa do torneio. O gol saiu em uma falta cobrada por Isaac Asare aos 20 minutos de jogo, cinco minutos após o goleiro ganês Ibrahim Dossey defender um pênalti. Dossey depois se lesionou e obrigou o selecionado a encerrar o jogo com o terceiro reserva Simon Addo no gol.
O torneio foi um sucesso artístico, mas a organização ficou decepcionada com o público total em comparação com outras competições recentes de sucesso. Somente 466.300 espectadores assistiram aos 32 jogos, com uma média de apenas 14.572 por partida. Os espanhóis que não compareceram deixaram de ver muitos craques do futuro, como o colombiano Faustino Asprilla, o sueco Tomas Brolin, o italiano Dino Baggio, o australiano Mark Bosnich e o prata da casa Luis Enrique.
fonte: fifa.com
Foram poucas as vezes em que o país anfitrião conseguiu conquistar o ouro olímpico no futebol, mas a Espanha chegou lá de forma dramática, com uma vitória de virada sobre a Polônia no Estádio Camp Nou. Francisco "Kiko" Narvaez definiu o jogo já nos descontos encobrindo o goleiro Aleksander Klak em frente a uma platéia de 95 mil espectadores, entre eles o Rei Juan Carlos, a Rainha Sofia e o presidente do COI, Juan Antonio Samaranch.
A Polônia abriu o marcador com Wojciech Kowalczyk nos acréscimos da primeira etapa, mas a Espanha empatou com uma cabeçada de Abelardo aos 20 do tempo complementar, cinco minutos após a chegada do Rei Juan Carlos. Kiko colocou o selecionado anfitrião à frente aos 25, mas a Polônia empatou seis minutos depois com Ryszard Staniek, assegurando muita emoção nos minutos finais.
A Espanha havia dado um show na primeira fase, batendo Colômbia, Egito e Catar com oito gols marcados e nenhum sofrido na soma dos três jogos. Os espanhóis depois derrotaram a favorita Itália nas quartas por 1 a 0, gol de Quico, e em seguida eliminaram Gana por 2 a 0 nas semifinais.
Os ganeses, que tinham a seleção com a média de idade mais baixa (18,8 anos), surpreenderam ao levar o bronze, primeira medalha de um país africano no futebol olímpico. O terceiro lugar veio após a vitória por 1 a 0 sobre a Austrália, outra surpresa do torneio. O gol saiu em uma falta cobrada por Isaac Asare aos 20 minutos de jogo, cinco minutos após o goleiro ganês Ibrahim Dossey defender um pênalti. Dossey depois se lesionou e obrigou o selecionado a encerrar o jogo com o terceiro reserva Simon Addo no gol.
O torneio foi um sucesso artístico, mas a organização ficou decepcionada com o público total em comparação com outras competições recentes de sucesso. Somente 466.300 espectadores assistiram aos 32 jogos, com uma média de apenas 14.572 por partida. Os espanhóis que não compareceram deixaram de ver muitos craques do futuro, como o colombiano Faustino Asprilla, o sueco Tomas Brolin, o italiano Dino Baggio, o australiano Mark Bosnich e o prata da casa Luis Enrique.
fonte: fifa.com
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Sport (do treinador Inácio Ramos)
Time recheado de craques de Assunção e Taperoá. Numa época que ainda éramos distrito divididos entre Juazeirinho e Taperoá. Time do Sport ...
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Aqui com certeza é verdadeiro o ditado: "tamanho não é documento" vejamos que estes troféus e taças, são super importante...
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Com certeza se compararmos a diferença de atitude, amor a camisa, o Vasco comtra o Real Madrid em 1998, foi melhor do que aquele que enfre...
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Vasco da Gama vice campeão Mundial de Clubes FIFA - 2000 Foto do time completo titulares e reservas, enfim de todo elenco.