Moscou, 1980
As nações comunistas fizeram a sua própria festa particular em 1980 em função do enorme boicote liderado pelos americanos como represália à invasão do Afeganistão pela União Soviética. Seis outros países que haviam se classificado para o torneio de futebol acompanharam os Estados Unidos: Argentina, Egito, Gana, Irã, Malásia e Noruega. No lugar deles, foram convidados Venezuela, Zâmbia, Nigéria, Iraque, Síria, Finlândia e Cuba.
Por causa das muitas desistências, diversos observadores não consideraram a edição de 1980 um verdadeiro Torneio Olímpico de Futebol. Mas a Tchecoslováquia não estava nem aí e derrotou a Alemanha Oriental por 1 a 0 com um gol de Jindrich Svoboda para ganhar a sua primeira medalha de ouro na modalidade. Pela terceira Olimpíada consecutiva, o campeão anterior levava a medalha de prata. A Alemanha Oriental, por sinal, não tinha nenhum jogador da seleção vitoriosa de 1976.
Na final, as duas seleções tiveram seus principais jogadores expulsos aos 13 do segundo tempo: o tcheco Jan Berger e o alemão Wolfgang Steinbach. Logo depois de substituir Werner Lick aos 28 minutos da etapa final, Svoboda encobriu o goleiro Bodo Rudwaleit para fazer o gol do título.
A final foi jogada abaixo de muita chuva em frente a 80 mil espectadores no Estádio Lênin. O público total foi ainda mais impressionante: 1.821.624 espectadores assistiram às 32 partidas em um recorde histórico que representou 35% do público presente a todas as modalidades em disputa em Moscou.
Uma das maiores surpresas foi a Argélia, que se classificou para a segunda fase do torneio. O selecionado norte-africano foi comandado por Lakhdar Belloumi e também por Rabah Madjer, que em 1987 marcaria o gol do título europeu do Porto diante do Bayern de Munique.
Os soviéticos, surpreendidos pela Alemanha Oriental na semifinal, levaram o bronze após uma vitória de 2 a 0 sobre a Iugoslávia, com gols de Khoren Oganesyan e Sergey Andreev, artilheiro do torneio com cinco gols. Mas o resultado não foi suficiente para a torcida anfitriã, que não teve razão para comemorar na cerimônia de entrega de medalhas.
sábado, 2 de janeiro de 2010
Vasco vence Flamengo no desafio de 2009

O Vasco quebrou uma invencibilidade do flamengo que durava três anos, detalhe o Vasco jogou grande parte do tempo com um a menos, pois desde o começo só tinha dez jogadores, começou perdendo com um gol de Tuíca de falta com falha do bom goleiro Evaldo (ninguém acerta todas). Depois encontrou o caminho da vitória, desde o começo não faltou garra da equipe alvi negra
O grande destaque foi João Batista do Vasco que mesmo lesionado do joelho, entrou completando os onze vascaínos, quase marcou de cabeça, e no segundo gol teve importante participação.
Ficha do Jogo
Data: 24/12/2009.
Campo: Salvadorzão.
Juiz: Davi.
Gols: Flamengo: Tuica 20 do 1º
Vasco: Valério (Penalti) 33 do 1º; Gege 22 e Ribeirinho 35 do 2º.
Vasco: Evaldo, Etim, Juninho, Gege e Sebastião de Tico; Dieguinho, Vavá, João Batista e Ribeirinho; Beto Batista e Valério.
Flamengo: Danilo, Agenor, Gugu, George e Zé Marco; Cícero, Roberto Zeferino (Jr Fenomeno), (André de Mergulhão), Djadilsom e Marcel (Leandro de Dita); Tuica e Rany Cobra.
imagem: materiadegaveta.com
Los Angeles 1984 - Futebol Olímpico
Los Angeles, 1984
Quatro anos depois da ausência de diversos países por causa da invasão do Afeganistão, os países do Leste Europeu devolveram o favor com outro boicote, dessa vez alegando problemas de segurança. Assim, a poucas semanas do início dos Jogos Olímpicos de 1984, as favoritas Alemanha Oriental, Tchecoslováquia e União Soviética tiveram de ser substituídas por Alemanha Ocidental, Itália e Noruega.
Pela primeira vez os profissionais foram aceitos no Torneio Olímpico de Futebol. Porém, os jogadores da Europa e da América do Sul que já haviam disputado a Copa do Mundo da FIFA não puderam participar, o que ajudou seleções como Canadá e Egito, que chegaram às quartas-de-final.
A França, cuja seleção principal havia conquistado o título europeu poucas semanas antes, teve um início ruim ao empatar com o Catar e o Chile antes de passar apertado pela Noruega, mas decolou na segunda fase ao vencer o Egito por 2 a 0, com ambos os gols marcados por Daniel Xuereb. Na semifinal, os franceses derrotaram a Iugoslávia na prorrogação por 4 a 2 com tentos de Guy Lacombe e Xuereb nos minutos finais.
Já o Brasil, tendo como base o Internacional de Porto Alegre, precisou dos pênaltis para derrotar o Canadá nas quartas, e depois passou pela Itália na semifinal. No entanto, foram os franceses que fecharam com chave de ouro um verão inesquecível ao derrotarem o escrete brasileiro por 2 a 0 na final, com gols de François Brisson e Xuereb aos 10 e 17 do segundo tempo. Xuereb se igualou assim na artilharia a Borivoje Cvetkovic e Stjepan Deveric, ambos da Iugoslávia, com cinco gols cada.
Apesar da entrada na última hora, a Itália até que não foi mal, perdendo por 2 a 1 a disputa da medalha de bronze para a Iugoslávia, único país comunista que acabou participando do torneio. Os italianos tinham diversos jogadores que viriam a jogar no selecionado principal, como Daniele Massaro, Aldo Serena, Pietro Vierchowod e o inesquecível líbero Franco Baresi. Já o camaronês Roger Milla só viria a se consagrar seis anos depois, mas deixou a sua marca com um gol diante da Iugoslávia.
O público deu um show particular nas quatro sedes: Palo Alto (Califórnia), Annapolis (Maryland), Cambridge (Massachusetts) e especialmente Pasadena (Califórnia), onde 101.799 torcedores bateram o recorde americano para assistirem à final no Rose Bowl. Os 1.421.627 espectadores das 32 partidas fizeram do futebol a modalidade de maior público dos Jogos Olímpicos. O sucesso ajudou os EUA a convencerem a FIFA em 1988 a presentear o país com a organização da Copa do Mundo de 1994.
fonte: fifa.com
Quatro anos depois da ausência de diversos países por causa da invasão do Afeganistão, os países do Leste Europeu devolveram o favor com outro boicote, dessa vez alegando problemas de segurança. Assim, a poucas semanas do início dos Jogos Olímpicos de 1984, as favoritas Alemanha Oriental, Tchecoslováquia e União Soviética tiveram de ser substituídas por Alemanha Ocidental, Itália e Noruega.
Pela primeira vez os profissionais foram aceitos no Torneio Olímpico de Futebol. Porém, os jogadores da Europa e da América do Sul que já haviam disputado a Copa do Mundo da FIFA não puderam participar, o que ajudou seleções como Canadá e Egito, que chegaram às quartas-de-final.
A França, cuja seleção principal havia conquistado o título europeu poucas semanas antes, teve um início ruim ao empatar com o Catar e o Chile antes de passar apertado pela Noruega, mas decolou na segunda fase ao vencer o Egito por 2 a 0, com ambos os gols marcados por Daniel Xuereb. Na semifinal, os franceses derrotaram a Iugoslávia na prorrogação por 4 a 2 com tentos de Guy Lacombe e Xuereb nos minutos finais.
Já o Brasil, tendo como base o Internacional de Porto Alegre, precisou dos pênaltis para derrotar o Canadá nas quartas, e depois passou pela Itália na semifinal. No entanto, foram os franceses que fecharam com chave de ouro um verão inesquecível ao derrotarem o escrete brasileiro por 2 a 0 na final, com gols de François Brisson e Xuereb aos 10 e 17 do segundo tempo. Xuereb se igualou assim na artilharia a Borivoje Cvetkovic e Stjepan Deveric, ambos da Iugoslávia, com cinco gols cada.
Apesar da entrada na última hora, a Itália até que não foi mal, perdendo por 2 a 1 a disputa da medalha de bronze para a Iugoslávia, único país comunista que acabou participando do torneio. Os italianos tinham diversos jogadores que viriam a jogar no selecionado principal, como Daniele Massaro, Aldo Serena, Pietro Vierchowod e o inesquecível líbero Franco Baresi. Já o camaronês Roger Milla só viria a se consagrar seis anos depois, mas deixou a sua marca com um gol diante da Iugoslávia.
O público deu um show particular nas quatro sedes: Palo Alto (Califórnia), Annapolis (Maryland), Cambridge (Massachusetts) e especialmente Pasadena (Califórnia), onde 101.799 torcedores bateram o recorde americano para assistirem à final no Rose Bowl. Os 1.421.627 espectadores das 32 partidas fizeram do futebol a modalidade de maior público dos Jogos Olímpicos. O sucesso ajudou os EUA a convencerem a FIFA em 1988 a presentear o país com a organização da Copa do Mundo de 1994.
fonte: fifa.com
Futebol nas OIimpiadas
Argentina, acostumada com o ouro
Quatro anos antes, em Atenas, a seleção argentina quebrava um tabu ao conquistar a primeira medalha de ouro da sua história. Muitos se perguntavam se aquela campanha, marcada por seis vitórias e nenhum gol sofrido, poderia ser igualada. A resposta veio em Pequim 2008. Com outros seis triunfos consecutivos, a seleção comandada por Sergio Batista voltou a subir no lugar mais alto do pódio olímpico na edição que registrou o maior público total da história da competição.
Mas, apesar do que mostram os números, o caminho rumo ao título não foi fácil. Os argentinos precisaram vencer a Costa do Marfim (2 a 1), a Austrália (1 a 0) e a Sérvia (2 a 0) na fase de grupos. Já nas quartas-de-final, a Holanda foi um osso duro de roer e só caiu com o lindo gol de Ángel Di Maria nos acréscimos. A vitória levou Lionel Messi e os seus companheiros para a semifinal diante do Brasil, jogo que acabou sendo o melhor da seleção argentina na competição, com um categórico 3 a 0 para cima dos brasileiros em noite inspirada de Sergio Agüero. A final contra a Nigéria não foi um espetáculo brilhante, mas um novo gol de Di Maria, grata revelação argentina, acabou decidindo a partida e estabelecendo um novo recorde para os hermanos: 12 vitórias consecutivas na competição.
Falando em talento individual, a Argentina encontrou em Sergio Romero um substituto de luxo para o lesionado Oscar Ustari. Campeão mundial de juniores em 2007, o goleiro demonstrou estar à altura e não levou um gol sequer em 315 minutos de bola rolando. Nicolás Pareja foi outro que surpreendeu com o alto nível do seu futebol, assim como Di Maria, que começou o torneio no banco e terminou como peça fundamental, marcando gols nas vitórias contra Holanda e Nigéria.
Por fim, uma menção especial para Juan Román Riquelme, cérebro da equipe, e Lionel Messi, o jogador que, sem dúvida, mais desequilibrou no torneio. Os dois escreveram a história ao lado de Javier Mascherano, único remanescente de Atenas 2004 e o primeiro atleta do país a acumular duas medalhas de ouro.
Nigéria cai de pé e Brasil decepciona
Diferentemente do que acontecera em 2004, a África voltou a mostrar que o torneio olímpico é uma das suas especialidades. Costa do Marfim, Camarões e Nigéria passaram da fase de grupos e encantaram a torcida chinesa, ainda que apenas os comandados de Samson Siasia tenham chegado à grande final. Mas a Argentina tomou conta do jogo e não permitiu que a histórica conquista de Atlanta 1996 fosse reeditada. Apesar disso, os gols de Victor Obinna e o futebol de Solomon Okoronkwo fizeram brilhar os olhos de todos que acompanharam a bela campanha nigeriana.
A campanha da seleção brasileira merece um parágrafo à parte. Dunga contou com jogadores de renome internacional, incluindo atletas do porte de Ronaldinho Gaúcho, Diego, Alexandre Pato e Lucas. Venceu cinco partidas, perdeu apenas uma e terminou com o ataque mais positivo da competição com 14 gols. Apesar disso, o que não sai da memória dos brasileiros é a eliminação pela Argentina na semifinal, que representou um novo tropeço na busca pelo único título que o país ainda não possui. A medalha de bronze acabou ficando com o amargo gosto da consolação.
A grande surpresa do torneio foi a Bélgica, que depois de chegar sem muita credibilidade eliminou a Itália e acabou disputando o terceiro lugar com o Brasil. As seleções asiáticas, por outro lado, estiveram longe de repetir o feito iraquiano de 2004. China, Japão, Coreia do Sul e Austrália foram eliminados na primeira fase, mesmo destino que tiveram Estados Unidos, Honduras e Nova Zelândia.
Países participantes:
Camarões, Costa do Marfim, Nigéria, Austrália, Japão, Coreia do Sul, China, Bélgica, Holanda, Itália, Sérvia, Estados Unidos, Honduras, Nova Zelândia, Argentina e Brasil.
Classificação:
1º — Argentina (Ouro)
2º — Nigéria (Prata)
3º — Brasil (Bronze)
4º — Bélgica
Prêmio Fair Play: Costa do Marfim
Estádios e sedes:
Estádio dos Trabalhadores de Pequim, Estádio Nacional de Pequim (Ninho dos Pássaros), Estádio do Centro Olímpico Desportivo de Qinhuangdao, Estádio de Xangai, Estádio do Centro Olímpico Desportivo de Shenyang, Estádio do Centro Olímpico de Tianjin.
Gols marcados:
75 (média de 2,34 por jogo)
Artilheiros:
4 gols: Giuseppe Rossi (ITA)
3 gols: Victor Obinna (NGA)
3 gols: Moussa Dembele (BEL)
Público total: 1.397.448
Média de público: 43.670
fonte: fifa.com
Quatro anos antes, em Atenas, a seleção argentina quebrava um tabu ao conquistar a primeira medalha de ouro da sua história. Muitos se perguntavam se aquela campanha, marcada por seis vitórias e nenhum gol sofrido, poderia ser igualada. A resposta veio em Pequim 2008. Com outros seis triunfos consecutivos, a seleção comandada por Sergio Batista voltou a subir no lugar mais alto do pódio olímpico na edição que registrou o maior público total da história da competição.
Mas, apesar do que mostram os números, o caminho rumo ao título não foi fácil. Os argentinos precisaram vencer a Costa do Marfim (2 a 1), a Austrália (1 a 0) e a Sérvia (2 a 0) na fase de grupos. Já nas quartas-de-final, a Holanda foi um osso duro de roer e só caiu com o lindo gol de Ángel Di Maria nos acréscimos. A vitória levou Lionel Messi e os seus companheiros para a semifinal diante do Brasil, jogo que acabou sendo o melhor da seleção argentina na competição, com um categórico 3 a 0 para cima dos brasileiros em noite inspirada de Sergio Agüero. A final contra a Nigéria não foi um espetáculo brilhante, mas um novo gol de Di Maria, grata revelação argentina, acabou decidindo a partida e estabelecendo um novo recorde para os hermanos: 12 vitórias consecutivas na competição.
Falando em talento individual, a Argentina encontrou em Sergio Romero um substituto de luxo para o lesionado Oscar Ustari. Campeão mundial de juniores em 2007, o goleiro demonstrou estar à altura e não levou um gol sequer em 315 minutos de bola rolando. Nicolás Pareja foi outro que surpreendeu com o alto nível do seu futebol, assim como Di Maria, que começou o torneio no banco e terminou como peça fundamental, marcando gols nas vitórias contra Holanda e Nigéria.
Por fim, uma menção especial para Juan Román Riquelme, cérebro da equipe, e Lionel Messi, o jogador que, sem dúvida, mais desequilibrou no torneio. Os dois escreveram a história ao lado de Javier Mascherano, único remanescente de Atenas 2004 e o primeiro atleta do país a acumular duas medalhas de ouro.
Nigéria cai de pé e Brasil decepciona
Diferentemente do que acontecera em 2004, a África voltou a mostrar que o torneio olímpico é uma das suas especialidades. Costa do Marfim, Camarões e Nigéria passaram da fase de grupos e encantaram a torcida chinesa, ainda que apenas os comandados de Samson Siasia tenham chegado à grande final. Mas a Argentina tomou conta do jogo e não permitiu que a histórica conquista de Atlanta 1996 fosse reeditada. Apesar disso, os gols de Victor Obinna e o futebol de Solomon Okoronkwo fizeram brilhar os olhos de todos que acompanharam a bela campanha nigeriana.
A campanha da seleção brasileira merece um parágrafo à parte. Dunga contou com jogadores de renome internacional, incluindo atletas do porte de Ronaldinho Gaúcho, Diego, Alexandre Pato e Lucas. Venceu cinco partidas, perdeu apenas uma e terminou com o ataque mais positivo da competição com 14 gols. Apesar disso, o que não sai da memória dos brasileiros é a eliminação pela Argentina na semifinal, que representou um novo tropeço na busca pelo único título que o país ainda não possui. A medalha de bronze acabou ficando com o amargo gosto da consolação.
A grande surpresa do torneio foi a Bélgica, que depois de chegar sem muita credibilidade eliminou a Itália e acabou disputando o terceiro lugar com o Brasil. As seleções asiáticas, por outro lado, estiveram longe de repetir o feito iraquiano de 2004. China, Japão, Coreia do Sul e Austrália foram eliminados na primeira fase, mesmo destino que tiveram Estados Unidos, Honduras e Nova Zelândia.
Países participantes:
Camarões, Costa do Marfim, Nigéria, Austrália, Japão, Coreia do Sul, China, Bélgica, Holanda, Itália, Sérvia, Estados Unidos, Honduras, Nova Zelândia, Argentina e Brasil.
Classificação:
1º — Argentina (Ouro)
2º — Nigéria (Prata)
3º — Brasil (Bronze)
4º — Bélgica
Prêmio Fair Play: Costa do Marfim
Estádios e sedes:
Estádio dos Trabalhadores de Pequim, Estádio Nacional de Pequim (Ninho dos Pássaros), Estádio do Centro Olímpico Desportivo de Qinhuangdao, Estádio de Xangai, Estádio do Centro Olímpico Desportivo de Shenyang, Estádio do Centro Olímpico de Tianjin.
Gols marcados:
75 (média de 2,34 por jogo)
Artilheiros:
4 gols: Giuseppe Rossi (ITA)
3 gols: Victor Obinna (NGA)
3 gols: Moussa Dembele (BEL)
Público total: 1.397.448
Média de público: 43.670
fonte: fifa.com
Mundial de Clubes 2010
Internazionale supera a desconfiança
Quando a Internazionale chegou aos Emirados Árabes Unidos para disputar a Copa do Mundo de Clubes da FIFA, há uma semana, muita gente achava que a campanha do time na atual temporada do Campeonato Italiano e da Liga dos Campeões da UEFA não pesava a seu favor. Os prognósticos pendiam para o lado do campeão sul-americano, o Internacional de Porto Alegre.
No entanto, foram os nerazzurri que fizeram a festa neste sábado, 18 de dezembro de 2010, ao término da partida decisiva em Abu Dhabi. Liderados por um Samuel Eto'o especialmente inspirado, os jogadores da equipe italiana venceram o Mazembe em grande estilo, por 3 a 0. Eles ganharam os seus dois jogos pelo mesmo placar e ainda provaram, apresentando um belo futebol, que reencontraram o espírito que os levou à consagração na Europa — nada melhor para começar 2011 com o pé direito.
O clube já havia conquistado a Copa Intercontinental em 1964 e 1965, mas a vitória deste ano teve um sabor especial e permitiu que os interistas recuperassem a confiança após um início de temporada bastante ruim. Além disso, a Inter se igualou ao eterno rival Milan, que venceu a Copa do Mundo de Clubes da FIFA em 2007.
Eto’o mereceu o prêmio de melhor jogador da competição, sobretudo depois da sua atuação na final. Além de ter dado o passe para que o macedônio Goran Pandev abrisse o marcador, o camaronês fez um golaço para matar o jogo ainda no primeiro tempo. A pá de cal veio com o francês Jonathan Biabiany, que anotou o terceiro da Inter a cinco minutos do encerramento.
Apesar da derrota, o Mazembe foi a grande revelação do torneio. A equipe comandada pelo técnico Lamine N’Diaye fez excelente campanha, eliminando o Internacional na semi graças a dois gols de Mulota Kabangu e Dioko Kaluyituka. Embora tenha sido vítima da experiência dos italianos, o clube da República Democrática do Congo entrou para a história como o primeiro africano a chegar à decisão do Mundial.
A animação musical dos torcedores do Mazembe agitou o estádio, como já havia acontecido nas duas partidas anteriores. Os brasileiros também soltaram a voz na decisão do terceiro lugar, empurrando o Inter na vitória de 4 a 2 sobre os sul-coreanos do Seongnam. Além da reconciliação com a torcida, o triunfo permitiu que os jogadores da equipe de Porto Alegre prestassem uma justa homenagem ao goleiro Roberto Abbondanzieri. O argentino entrou em campo nos últimos minutos da partida antes de encerrar a sua carreira.
Os Colorados voltaram a sorrir ao verem o Inter produzir o mesmo futebol que levou o clube à conquista da Libertadores. O nome do jogo foi Alecsandro, que deu o passe para o primeiro gol de Tinga e balançou a rede duas vezes. O argentino Andrés D’Alessandro chutou colocado para fazer o terceiro, uma verdadeira pintura. O Seongnam também contou com o talento sul-americano para descontar. O colombiano Mauricio Molina assinou os dois tentos do campeão asiático e terminou na artilharia da competição, com três gols. Na estreia contra o Al Wahda, pelas quartas de final, ele marcou um e deu duas assistências na goleada de 4 a 1 sobre os anfitriões.
Mas o sonho dos sul-coreanos chegou ao fim na semifinal contra a Internazionale, uma partida em que o capitão Javier Zanetti brilhou mais uma vez com o uniforme do clube. A saída prematura de Wesley Sneijder, que se contundiu pouco depois do pontapé inicial, não impediu que o time de Milão vencesse por 3 a 0. O jogador holandês também ficou fora da decisão.
Os jogadores do Seongnam esperavam repetir o desempenho do também sul-coreano Pohang Steelers, terceiro colocado em 2009. Mas a equipe dirigida por Shin Tae-Yong foi tímida demais no ataque e precisou se contentar com o quarto lugar.
Já o Pachuca chegou ao Oriente Médio exibindo sólidas ambições para a sua terceira participação no torneio. Contudo, o clube mexicano não deu sorte e terminou apenas na quinta colocação. No seu último jogo, os homens de Pablo Marini derrotaram o Al Wahda nos pênaltis. Os jogadores do time anfitrião poderão se consolar ao compararem a sua campanha à dos compatriotas do Al Ahli, lanternas em 2009. Este ano, os emiradenses terminaram na sexta posição.
Para o Hekari United, a experiência também foi positiva. Apesar do último lugar na classificação, os representantes da Oceania tiveram o prazer de participar de um Mundial ao lado das melhores equipes dos cinco continentes.
A edição de 2010 da Copa do Mundo de Clubes da FIFA foi um sucesso. Esta é a avaliação do presidente da entidade, Joseph S. Blatter. "Os Emirados Árabes atingiram um nível muito alto", declarou em coletiva realizada na sexta-feira. No ano que vem, a competição voltará a ser disputada no Japão.
Classificação do torneio
1- Internazionale
2- Mazembe
3- Internacional
4- Seongnam
5- Pachuca
6- Al Wahda
7- Hekari United
Estádios
Estádio Mohammed Bin Zayed (Abu Dhabi)
Estádio Zayed Sports City (Abu Dhabi)
Artilheiros
Mauricio Molina (Seongnam), com três gols; Alecsandro (Internacional), Dario Cvitanich (Pachuca) e Fernando Baiano (Al Wahda), todos com dois.
Fonte: fifa.com
Quando a Internazionale chegou aos Emirados Árabes Unidos para disputar a Copa do Mundo de Clubes da FIFA, há uma semana, muita gente achava que a campanha do time na atual temporada do Campeonato Italiano e da Liga dos Campeões da UEFA não pesava a seu favor. Os prognósticos pendiam para o lado do campeão sul-americano, o Internacional de Porto Alegre.
No entanto, foram os nerazzurri que fizeram a festa neste sábado, 18 de dezembro de 2010, ao término da partida decisiva em Abu Dhabi. Liderados por um Samuel Eto'o especialmente inspirado, os jogadores da equipe italiana venceram o Mazembe em grande estilo, por 3 a 0. Eles ganharam os seus dois jogos pelo mesmo placar e ainda provaram, apresentando um belo futebol, que reencontraram o espírito que os levou à consagração na Europa — nada melhor para começar 2011 com o pé direito.
O clube já havia conquistado a Copa Intercontinental em 1964 e 1965, mas a vitória deste ano teve um sabor especial e permitiu que os interistas recuperassem a confiança após um início de temporada bastante ruim. Além disso, a Inter se igualou ao eterno rival Milan, que venceu a Copa do Mundo de Clubes da FIFA em 2007.
Eto’o mereceu o prêmio de melhor jogador da competição, sobretudo depois da sua atuação na final. Além de ter dado o passe para que o macedônio Goran Pandev abrisse o marcador, o camaronês fez um golaço para matar o jogo ainda no primeiro tempo. A pá de cal veio com o francês Jonathan Biabiany, que anotou o terceiro da Inter a cinco minutos do encerramento.
Apesar da derrota, o Mazembe foi a grande revelação do torneio. A equipe comandada pelo técnico Lamine N’Diaye fez excelente campanha, eliminando o Internacional na semi graças a dois gols de Mulota Kabangu e Dioko Kaluyituka. Embora tenha sido vítima da experiência dos italianos, o clube da República Democrática do Congo entrou para a história como o primeiro africano a chegar à decisão do Mundial.
A animação musical dos torcedores do Mazembe agitou o estádio, como já havia acontecido nas duas partidas anteriores. Os brasileiros também soltaram a voz na decisão do terceiro lugar, empurrando o Inter na vitória de 4 a 2 sobre os sul-coreanos do Seongnam. Além da reconciliação com a torcida, o triunfo permitiu que os jogadores da equipe de Porto Alegre prestassem uma justa homenagem ao goleiro Roberto Abbondanzieri. O argentino entrou em campo nos últimos minutos da partida antes de encerrar a sua carreira.
Os Colorados voltaram a sorrir ao verem o Inter produzir o mesmo futebol que levou o clube à conquista da Libertadores. O nome do jogo foi Alecsandro, que deu o passe para o primeiro gol de Tinga e balançou a rede duas vezes. O argentino Andrés D’Alessandro chutou colocado para fazer o terceiro, uma verdadeira pintura. O Seongnam também contou com o talento sul-americano para descontar. O colombiano Mauricio Molina assinou os dois tentos do campeão asiático e terminou na artilharia da competição, com três gols. Na estreia contra o Al Wahda, pelas quartas de final, ele marcou um e deu duas assistências na goleada de 4 a 1 sobre os anfitriões.
Mas o sonho dos sul-coreanos chegou ao fim na semifinal contra a Internazionale, uma partida em que o capitão Javier Zanetti brilhou mais uma vez com o uniforme do clube. A saída prematura de Wesley Sneijder, que se contundiu pouco depois do pontapé inicial, não impediu que o time de Milão vencesse por 3 a 0. O jogador holandês também ficou fora da decisão.
Os jogadores do Seongnam esperavam repetir o desempenho do também sul-coreano Pohang Steelers, terceiro colocado em 2009. Mas a equipe dirigida por Shin Tae-Yong foi tímida demais no ataque e precisou se contentar com o quarto lugar.
Já o Pachuca chegou ao Oriente Médio exibindo sólidas ambições para a sua terceira participação no torneio. Contudo, o clube mexicano não deu sorte e terminou apenas na quinta colocação. No seu último jogo, os homens de Pablo Marini derrotaram o Al Wahda nos pênaltis. Os jogadores do time anfitrião poderão se consolar ao compararem a sua campanha à dos compatriotas do Al Ahli, lanternas em 2009. Este ano, os emiradenses terminaram na sexta posição.
Para o Hekari United, a experiência também foi positiva. Apesar do último lugar na classificação, os representantes da Oceania tiveram o prazer de participar de um Mundial ao lado das melhores equipes dos cinco continentes.
A edição de 2010 da Copa do Mundo de Clubes da FIFA foi um sucesso. Esta é a avaliação do presidente da entidade, Joseph S. Blatter. "Os Emirados Árabes atingiram um nível muito alto", declarou em coletiva realizada na sexta-feira. No ano que vem, a competição voltará a ser disputada no Japão.
Classificação do torneio
1- Internazionale
2- Mazembe
3- Internacional
4- Seongnam
5- Pachuca
6- Al Wahda
7- Hekari United
Estádios
Estádio Mohammed Bin Zayed (Abu Dhabi)
Estádio Zayed Sports City (Abu Dhabi)
Artilheiros
Mauricio Molina (Seongnam), com três gols; Alecsandro (Internacional), Dario Cvitanich (Pachuca) e Fernando Baiano (Al Wahda), todos com dois.
Fonte: fifa.com
Mundial de Clubes 2009
O futebol saiu ganhando
O Barcelona chegou a Abu Dhabi com a missão de zelar pela reputação de ser o melhor e mais empolgante time do planeta. Empolgante, foi. O elenco estelar da equipe de Pep Guardiola encantou o mundo com um futebol inimitável e envolvente. E, apesar do susto, acabou sendo o melhor, também. Ao derrotar o Estudiantes por 2 a 1 na final e erguer a taça da Copa do Mundo de Clubes da FIFA pela primeira vez, o Barça conquistou o seu sexto título este ano — um feito que nenhuma outra equipe jamais conseguiu.
Curiosamente, a sala de troféus do time catalão não continha nenhum título mundial até o início do torneio. Em 1992, o Barcelona perdeu para o São Paulo por 2 a 1 na final da Copa Toyota — a precursora da Copa do Mundo de Clubes da FIFA — e, em 2006, foi derrotado por 1 a 0 pelo Internacional de Porto Alegre. A ligeira suspeita de que o clube poderia ter o mesmo destino em 2009 começou a surgir cinco minutos após a estreia do Barça nos Emirados Árabes.
O gol de Guillermo Rojas deu ao Atlante uma vantagem inesperada na semifinal, mas não bastou para amedrontar o campeão europeu. Pelo contrário: provocou um festival inspirado pela riqueza de recursos da equipe da Catalunha. O Barcelona acabou vencendo por 3 a 1 para avançar a uma final que, sem dúvida, foi a melhor das seis edições da Copa do Mundo da FIFA até hoje.
De maneira geral, o Barcelona dominou a partida. Jogando com o brilhante segundo uniforme, Daniel Alves, Xavi, Lionel Messi, Zlatan Ibrahimovic e companhia criaram muitas chances com os seus dribles desconcertantes, tapinhas na bola, tabelas e enfiadas. Surpreendentemente, no entanto, eles não conseguiram balançar as redes de Damian Albil, que contou com a proteção heroica dos seus zagueiros. Aos 37 minutos da primeira etapa, Mauro Boselli cabeceou para o gol e pôs a equipe de La Plata em vantagem no marcador.
Isso até os 44 do segundo tempo. Até que o verdadeiro abafa do Barcelona desse resultado. Até que Pedro marcasse de cabeça para levar o jogo para a prorrogação. No tempo extra, o Barça continuou a atormentar os adversários. O gol da vitória saiu do peito de Messi, ganhador da Bola de Ouro adidas e do Prêmio TOYOTA.
Contudo, o Estudiantes merece muitos aplausos. Afinal de contas, o clube argentino ficou a poucos minutos de conseguir uma vitória que quase todo mundo julgava impossível.
Em terceiro lugar ficou o Pohang Steelers, cuja atuação inesperada e impressionante fez lembrar a campanha que levou a Coreia do Sul ao quarto lugar da Copa do Mundo da FIFA 2002. O feito não parecia verossímil quando o Mazembe assumiu a vantagem sobre os sul-coreanos nas quartas-de-final. Aquela, porém, foi a deixa para que Denílson mostrasse seu futebol. O atacante brasileiro marcou duas vezes para levar o campeão asiático à semifinal do torneio, eliminando os africanos.
Na sequência, Denílson brilhou e marcou na derrota de 2 a 1 para o Estudiantes. Se o Pohang Steelers não estivesse com apenas oito homens em campo e, consequentemente, se o brasileiro não tivesse passado de matador a goleiro, a partida contra os argentinos poderia ter tido um desfecho diferente. Na disputa pelo terceiro lugar, o atacante de 33 anos ajudou o seu time a derrotar o Atlante — primeiro, marcando o gol do empate em 1 a 1 no tempo regulamentar e, depois, convertendo a cobrança na decisão por pênaltis. Denílson foi o artilheiro da competição.
O Auckland City também superou todas as expectativas. O histórico da Nova Zelândia na Copa do Mundo de Clubes da FIFA registrava quatro jogos e quatro derrotas ao início da edição de 2009. Contudo, o plantel laborioso e disciplinado do técnico Paul Posa superou o Al Ahli, representante do país-sede, para chegar às quartas-de-final contra o Atlante. A equipe deu mais trabalho do que o esperado para os mexicanos, apesar da derrota por 3 a 0. Os neozelandeses voltaram a quebrar a escrita na partida pelo quinto lugar, vencendo o Mazembe por 3 a 2.
A cerimônia de encerramento proporcionou uma bela e adequada conclusão para o torneio. Muitos tiveram razões para comemorar: os Emirados Árabes Unidos, por terem desempenhado um papel formidável como anfitriões; o Auckland City, por ter engrandecido ainda mais o ano glorioso vivido pelo futebol neozelandês; o Pohang Steelers, por ter feito pouco da lógica e da estatística; e o Barcelona, por ter se sagrado campeão mundial jogando de maneira fascinante e encerrando um 2009 perfeito.
No entanto, conforme o presidente da FIFA Joseph S. Blatter havia destacado em entrevista na quinta-feira, foi o futebol que saiu ganhando na paradisíaca Abu Dhabi.
Fonte: fifa.com
O Barcelona chegou a Abu Dhabi com a missão de zelar pela reputação de ser o melhor e mais empolgante time do planeta. Empolgante, foi. O elenco estelar da equipe de Pep Guardiola encantou o mundo com um futebol inimitável e envolvente. E, apesar do susto, acabou sendo o melhor, também. Ao derrotar o Estudiantes por 2 a 1 na final e erguer a taça da Copa do Mundo de Clubes da FIFA pela primeira vez, o Barça conquistou o seu sexto título este ano — um feito que nenhuma outra equipe jamais conseguiu.
Curiosamente, a sala de troféus do time catalão não continha nenhum título mundial até o início do torneio. Em 1992, o Barcelona perdeu para o São Paulo por 2 a 1 na final da Copa Toyota — a precursora da Copa do Mundo de Clubes da FIFA — e, em 2006, foi derrotado por 1 a 0 pelo Internacional de Porto Alegre. A ligeira suspeita de que o clube poderia ter o mesmo destino em 2009 começou a surgir cinco minutos após a estreia do Barça nos Emirados Árabes.
O gol de Guillermo Rojas deu ao Atlante uma vantagem inesperada na semifinal, mas não bastou para amedrontar o campeão europeu. Pelo contrário: provocou um festival inspirado pela riqueza de recursos da equipe da Catalunha. O Barcelona acabou vencendo por 3 a 1 para avançar a uma final que, sem dúvida, foi a melhor das seis edições da Copa do Mundo da FIFA até hoje.
De maneira geral, o Barcelona dominou a partida. Jogando com o brilhante segundo uniforme, Daniel Alves, Xavi, Lionel Messi, Zlatan Ibrahimovic e companhia criaram muitas chances com os seus dribles desconcertantes, tapinhas na bola, tabelas e enfiadas. Surpreendentemente, no entanto, eles não conseguiram balançar as redes de Damian Albil, que contou com a proteção heroica dos seus zagueiros. Aos 37 minutos da primeira etapa, Mauro Boselli cabeceou para o gol e pôs a equipe de La Plata em vantagem no marcador.
Isso até os 44 do segundo tempo. Até que o verdadeiro abafa do Barcelona desse resultado. Até que Pedro marcasse de cabeça para levar o jogo para a prorrogação. No tempo extra, o Barça continuou a atormentar os adversários. O gol da vitória saiu do peito de Messi, ganhador da Bola de Ouro adidas e do Prêmio TOYOTA.
Contudo, o Estudiantes merece muitos aplausos. Afinal de contas, o clube argentino ficou a poucos minutos de conseguir uma vitória que quase todo mundo julgava impossível.
Em terceiro lugar ficou o Pohang Steelers, cuja atuação inesperada e impressionante fez lembrar a campanha que levou a Coreia do Sul ao quarto lugar da Copa do Mundo da FIFA 2002. O feito não parecia verossímil quando o Mazembe assumiu a vantagem sobre os sul-coreanos nas quartas-de-final. Aquela, porém, foi a deixa para que Denílson mostrasse seu futebol. O atacante brasileiro marcou duas vezes para levar o campeão asiático à semifinal do torneio, eliminando os africanos.
Na sequência, Denílson brilhou e marcou na derrota de 2 a 1 para o Estudiantes. Se o Pohang Steelers não estivesse com apenas oito homens em campo e, consequentemente, se o brasileiro não tivesse passado de matador a goleiro, a partida contra os argentinos poderia ter tido um desfecho diferente. Na disputa pelo terceiro lugar, o atacante de 33 anos ajudou o seu time a derrotar o Atlante — primeiro, marcando o gol do empate em 1 a 1 no tempo regulamentar e, depois, convertendo a cobrança na decisão por pênaltis. Denílson foi o artilheiro da competição.
O Auckland City também superou todas as expectativas. O histórico da Nova Zelândia na Copa do Mundo de Clubes da FIFA registrava quatro jogos e quatro derrotas ao início da edição de 2009. Contudo, o plantel laborioso e disciplinado do técnico Paul Posa superou o Al Ahli, representante do país-sede, para chegar às quartas-de-final contra o Atlante. A equipe deu mais trabalho do que o esperado para os mexicanos, apesar da derrota por 3 a 0. Os neozelandeses voltaram a quebrar a escrita na partida pelo quinto lugar, vencendo o Mazembe por 3 a 2.
A cerimônia de encerramento proporcionou uma bela e adequada conclusão para o torneio. Muitos tiveram razões para comemorar: os Emirados Árabes Unidos, por terem desempenhado um papel formidável como anfitriões; o Auckland City, por ter engrandecido ainda mais o ano glorioso vivido pelo futebol neozelandês; o Pohang Steelers, por ter feito pouco da lógica e da estatística; e o Barcelona, por ter se sagrado campeão mundial jogando de maneira fascinante e encerrando um 2009 perfeito.
No entanto, conforme o presidente da FIFA Joseph S. Blatter havia destacado em entrevista na quinta-feira, foi o futebol que saiu ganhando na paradisíaca Abu Dhabi.
Fonte: fifa.com
Mundial de Clubes 2008
Um ano inesquecível para o Manchester United
O ano de 2008 será inesquecível para o Manchester United. O clube foi campeão inglês, campeão europeu e campeão mundial. O último título da temporada veio com a vitória de 1 a 0 sobre a Liga Deportiva Universitaria do Equador, na final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA Japão 2008.
O triunfo foi conquistado pelo caminho mais difícil. O United teve mais posse de bola e dominou completamente as ações no primeiro tempo, até que Nemanja Vidic foi expulso por atingir o rosto de Claudio Bieler com uma cotovelada. Apesar da desvantagem numérica, porém, o time inglês buscou o gol o tempo todo, em vez de se fechar e confiar na loteria dos pênaltis — a mesma que classificou os Diabos Vermelhos para o Mundial sete meses antes, na vitória sobre o Chelsea em Moscou.
Animada pela maestria de Cristiano Ronaldo e Wayne Rooney, a equipe de Sir Alex Ferguson foi recompensada pela iniciativa. Aos 28 minutos do segundo tempo, o disparo do atacante inglês, vencedor da Bola de Ouro adidas, superou o excepcional goleiro José Cevallos e deu números finais ao jogo. Ainda assim, o United precisou contar com o heroico Edwin van der Sar para parar o atacante Damián Manso. O goleiro fez duas defesas incríveis, para a tristeza do vencedor da Bola de Bronze adidas.
O terceiro lugar ficou com o campeão asiático Gamba Osaka, que venceu o mexicano Pachuca com um gol de Masato Yamazaki em um duelo acirradíssimo. A conquista japonesa foi um pouco ofuscada pela primeira expulsão do campeonato, a do reserva Takahiro Futugawa, que recebeu o cartão vermelho direto nos acréscimos da partida. Embalado pela vibrante torcida, que cantou do início ao fim nos três jogos disputados pelo time no torneio, o Gamba Osaka comemorou a vitória com muito gosto — ainda mais por ter igualado a marca conquistada pelo rival Urawa Reds, na edição de 2007.
A partida de abertura da Copa do Mundo de Clubes da FIFA foi disputada entre os vizinhos Waitakere United da Nova Zelândia, campeão da Oceania, e o Adelaide United da Austrália, vice-campeão asiático. Depois de sofrer gols aos três e aos quatro minutos do seu único jogo no Japão 2007, o Waitakere mostrou progresso. O time abriu a contagem contra o Adelaide aos 34 do primeiro tempo no Estádio Nacional de Tóquio, após um erro do goleiro adversário. Contudo, o Adelaide empatou antes do intervalo e o capitão Travis Dodd virou para os australianos a sete minutos do fim, garantindo a passagem para as quartas-de-final contra o Gamba Osaka — uma reedição da final asiática.
No outro duelo por uma vaga nas quartas, o campeão africano Al Ahly, do Egito, deu um sufoco nos mexicanos e abriu vantagem de dois gols na primeira etapa. O valente Pachuca lutou até conseguir o empate e vencer a partida na prorrogação, com gols de Damián Álvarez e do astro argentino Christian Giménez.
Jogando diante da sua apaixonada torcida na cidade de Toyota, o Gamba Osaka bateu o Adelaide com um belo gol do jogador da seleção japonesa Yasuhito Endo. Apesar da derrota, o time australiano dominou o segundo tempo, e os disparos de Dodd e de Robert Younis quase levaram a partida para a prorrogação.
Era chegada a hora de os grandes entrarem no torneio, e os primeiros a fazê-lo foram os campeões sul-americanos. A LDU havia vencido a Copa Libertadores impondo-se sobre os poderosos clubes argentinos e brasileiros, e provou que não foi por acaso. Os equatorianos abriram 2 a 0 contra o Pachuca e não se abalaram com a enorme pressão dos mexicanos, incapazes de vazar o incrível Cevallos.
O campeão europeu Manchester United estreou na partida mais emocionante do Japão 2008, contra o time da casa Gamba Osaka. Os homens de Alex Ferguson se empenharam em atacar desde o início e foram recompensados com gols de Nemanja Vidic e Cristiano Ronaldo, ambos marcados de cabeça em escanteios cobrados por Ryan Giggs. A equipe japonesa criou algumas chances no primeiro tempo e chegou a dar um bom susto nos ingleses, quando Masato Yamazaki descontou aos 29 da etapa complementar. Ferguson sentiu o drama e tirou Wayne Rooney e Darren Fletcher do banco. O craque inglês marcou duas vezes em quatro minutos, uma antes e outra depois do gol de Fletcher, dando aos europeus uma vantagem impossível de alcançar. Mesmo assim, o Gamba Osaka não desistiu e marcou outros dois gols antes do apito final, fechando em 5 a 3 o placar de uma partida inesquecível.
O Adelaide United igualou o feito dos compatriotas do Sydney FC em 2005 ao derrotar o Al Ahly na disputa pelo quinto lugar. Uma jogada individual brilhante do brasileiro Cristiano aos sete minutos de jogo foi suficiente para dar a vitória à equipe do técnico Aurelio Vidmar. Já em casa, os australianos receberam com alegria a notícia da conquista do prêmio FIFA Fair Play.
Classificação final:
1. Manchester United (ENG)
2. Liga de Quito (ECU)
3. Gamba Osaka (JPN)
4. Pachuca C.F. (MEX)
5. Adelaide United FC (AUS)
6. Al Ahly (EGY)
7. Waitakere United (NZL)
Estádios e cidades-sede:
Estádio Nacional (Tóquio), Estádio Toyota (Toyota) e Estádio Internacional (Yokohama)
Artilheiros:
3 gols: Wayne Rooney (Manchester United)
2 gols: Yasuhito Endo e Masato Yamazaki (ambos do Gamba Osaka) e Christian Giménez (Pachuca)
1 gol: Cristiano Ronaldo (Manchester United) e outros 12 jogadores
Gols marcados:
23 (média de 2,88 por jogo)
Público total:
355.515 pessoas
Média de público:
44.439 pessoas
Fonte: fifa.com
O ano de 2008 será inesquecível para o Manchester United. O clube foi campeão inglês, campeão europeu e campeão mundial. O último título da temporada veio com a vitória de 1 a 0 sobre a Liga Deportiva Universitaria do Equador, na final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA Japão 2008.
O triunfo foi conquistado pelo caminho mais difícil. O United teve mais posse de bola e dominou completamente as ações no primeiro tempo, até que Nemanja Vidic foi expulso por atingir o rosto de Claudio Bieler com uma cotovelada. Apesar da desvantagem numérica, porém, o time inglês buscou o gol o tempo todo, em vez de se fechar e confiar na loteria dos pênaltis — a mesma que classificou os Diabos Vermelhos para o Mundial sete meses antes, na vitória sobre o Chelsea em Moscou.
Animada pela maestria de Cristiano Ronaldo e Wayne Rooney, a equipe de Sir Alex Ferguson foi recompensada pela iniciativa. Aos 28 minutos do segundo tempo, o disparo do atacante inglês, vencedor da Bola de Ouro adidas, superou o excepcional goleiro José Cevallos e deu números finais ao jogo. Ainda assim, o United precisou contar com o heroico Edwin van der Sar para parar o atacante Damián Manso. O goleiro fez duas defesas incríveis, para a tristeza do vencedor da Bola de Bronze adidas.
O terceiro lugar ficou com o campeão asiático Gamba Osaka, que venceu o mexicano Pachuca com um gol de Masato Yamazaki em um duelo acirradíssimo. A conquista japonesa foi um pouco ofuscada pela primeira expulsão do campeonato, a do reserva Takahiro Futugawa, que recebeu o cartão vermelho direto nos acréscimos da partida. Embalado pela vibrante torcida, que cantou do início ao fim nos três jogos disputados pelo time no torneio, o Gamba Osaka comemorou a vitória com muito gosto — ainda mais por ter igualado a marca conquistada pelo rival Urawa Reds, na edição de 2007.
A partida de abertura da Copa do Mundo de Clubes da FIFA foi disputada entre os vizinhos Waitakere United da Nova Zelândia, campeão da Oceania, e o Adelaide United da Austrália, vice-campeão asiático. Depois de sofrer gols aos três e aos quatro minutos do seu único jogo no Japão 2007, o Waitakere mostrou progresso. O time abriu a contagem contra o Adelaide aos 34 do primeiro tempo no Estádio Nacional de Tóquio, após um erro do goleiro adversário. Contudo, o Adelaide empatou antes do intervalo e o capitão Travis Dodd virou para os australianos a sete minutos do fim, garantindo a passagem para as quartas-de-final contra o Gamba Osaka — uma reedição da final asiática.
No outro duelo por uma vaga nas quartas, o campeão africano Al Ahly, do Egito, deu um sufoco nos mexicanos e abriu vantagem de dois gols na primeira etapa. O valente Pachuca lutou até conseguir o empate e vencer a partida na prorrogação, com gols de Damián Álvarez e do astro argentino Christian Giménez.
Jogando diante da sua apaixonada torcida na cidade de Toyota, o Gamba Osaka bateu o Adelaide com um belo gol do jogador da seleção japonesa Yasuhito Endo. Apesar da derrota, o time australiano dominou o segundo tempo, e os disparos de Dodd e de Robert Younis quase levaram a partida para a prorrogação.
Era chegada a hora de os grandes entrarem no torneio, e os primeiros a fazê-lo foram os campeões sul-americanos. A LDU havia vencido a Copa Libertadores impondo-se sobre os poderosos clubes argentinos e brasileiros, e provou que não foi por acaso. Os equatorianos abriram 2 a 0 contra o Pachuca e não se abalaram com a enorme pressão dos mexicanos, incapazes de vazar o incrível Cevallos.
O campeão europeu Manchester United estreou na partida mais emocionante do Japão 2008, contra o time da casa Gamba Osaka. Os homens de Alex Ferguson se empenharam em atacar desde o início e foram recompensados com gols de Nemanja Vidic e Cristiano Ronaldo, ambos marcados de cabeça em escanteios cobrados por Ryan Giggs. A equipe japonesa criou algumas chances no primeiro tempo e chegou a dar um bom susto nos ingleses, quando Masato Yamazaki descontou aos 29 da etapa complementar. Ferguson sentiu o drama e tirou Wayne Rooney e Darren Fletcher do banco. O craque inglês marcou duas vezes em quatro minutos, uma antes e outra depois do gol de Fletcher, dando aos europeus uma vantagem impossível de alcançar. Mesmo assim, o Gamba Osaka não desistiu e marcou outros dois gols antes do apito final, fechando em 5 a 3 o placar de uma partida inesquecível.
O Adelaide United igualou o feito dos compatriotas do Sydney FC em 2005 ao derrotar o Al Ahly na disputa pelo quinto lugar. Uma jogada individual brilhante do brasileiro Cristiano aos sete minutos de jogo foi suficiente para dar a vitória à equipe do técnico Aurelio Vidmar. Já em casa, os australianos receberam com alegria a notícia da conquista do prêmio FIFA Fair Play.
Classificação final:
1. Manchester United (ENG)
2. Liga de Quito (ECU)
3. Gamba Osaka (JPN)
4. Pachuca C.F. (MEX)
5. Adelaide United FC (AUS)
6. Al Ahly (EGY)
7. Waitakere United (NZL)
Estádios e cidades-sede:
Estádio Nacional (Tóquio), Estádio Toyota (Toyota) e Estádio Internacional (Yokohama)
Artilheiros:
3 gols: Wayne Rooney (Manchester United)
2 gols: Yasuhito Endo e Masato Yamazaki (ambos do Gamba Osaka) e Christian Giménez (Pachuca)
1 gol: Cristiano Ronaldo (Manchester United) e outros 12 jogadores
Gols marcados:
23 (média de 2,88 por jogo)
Público total:
355.515 pessoas
Média de público:
44.439 pessoas
Fonte: fifa.com
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