sábado, 2 de janeiro de 2010

Mundial de Clubes 2008

Um ano inesquecível para o Manchester United

O ano de 2008 será inesquecível para o Manchester United. O clube foi campeão inglês, campeão europeu e campeão mundial. O último título da temporada veio com a vitória de 1 a 0 sobre a Liga Deportiva Universitaria do Equador, na final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA Japão 2008.

O triunfo foi conquistado pelo caminho mais difícil. O United teve mais posse de bola e dominou completamente as ações no primeiro tempo, até que Nemanja Vidic foi expulso por atingir o rosto de Claudio Bieler com uma cotovelada. Apesar da desvantagem numérica, porém, o time inglês buscou o gol o tempo todo, em vez de se fechar e confiar na loteria dos pênaltis — a mesma que classificou os Diabos Vermelhos para o Mundial sete meses antes, na vitória sobre o Chelsea em Moscou.

Animada pela maestria de Cristiano Ronaldo e Wayne Rooney, a equipe de Sir Alex Ferguson foi recompensada pela iniciativa. Aos 28 minutos do segundo tempo, o disparo do atacante inglês, vencedor da Bola de Ouro adidas, superou o excepcional goleiro José Cevallos e deu números finais ao jogo. Ainda assim, o United precisou contar com o heroico Edwin van der Sar para parar o atacante Damián Manso. O goleiro fez duas defesas incríveis, para a tristeza do vencedor da Bola de Bronze adidas.

O terceiro lugar ficou com o campeão asiático Gamba Osaka, que venceu o mexicano Pachuca com um gol de Masato Yamazaki em um duelo acirradíssimo. A conquista japonesa foi um pouco ofuscada pela primeira expulsão do campeonato, a do reserva Takahiro Futugawa, que recebeu o cartão vermelho direto nos acréscimos da partida. Embalado pela vibrante torcida, que cantou do início ao fim nos três jogos disputados pelo time no torneio, o Gamba Osaka comemorou a vitória com muito gosto — ainda mais por ter igualado a marca conquistada pelo rival Urawa Reds, na edição de 2007.

A partida de abertura da Copa do Mundo de Clubes da FIFA foi disputada entre os vizinhos Waitakere United da Nova Zelândia, campeão da Oceania, e o Adelaide United da Austrália, vice-campeão asiático. Depois de sofrer gols aos três e aos quatro minutos do seu único jogo no Japão 2007, o Waitakere mostrou progresso. O time abriu a contagem contra o Adelaide aos 34 do primeiro tempo no Estádio Nacional de Tóquio, após um erro do goleiro adversário. Contudo, o Adelaide empatou antes do intervalo e o capitão Travis Dodd virou para os australianos a sete minutos do fim, garantindo a passagem para as quartas-de-final contra o Gamba Osaka — uma reedição da final asiática.

No outro duelo por uma vaga nas quartas, o campeão africano Al Ahly, do Egito, deu um sufoco nos mexicanos e abriu vantagem de dois gols na primeira etapa. O valente Pachuca lutou até conseguir o empate e vencer a partida na prorrogação, com gols de Damián Álvarez e do astro argentino Christian Giménez.

Jogando diante da sua apaixonada torcida na cidade de Toyota, o Gamba Osaka bateu o Adelaide com um belo gol do jogador da seleção japonesa Yasuhito Endo. Apesar da derrota, o time australiano dominou o segundo tempo, e os disparos de Dodd e de Robert Younis quase levaram a partida para a prorrogação.

Era chegada a hora de os grandes entrarem no torneio, e os primeiros a fazê-lo foram os campeões sul-americanos. A LDU havia vencido a Copa Libertadores impondo-se sobre os poderosos clubes argentinos e brasileiros, e provou que não foi por acaso. Os equatorianos abriram 2 a 0 contra o Pachuca e não se abalaram com a enorme pressão dos mexicanos, incapazes de vazar o incrível Cevallos.

O campeão europeu Manchester United estreou na partida mais emocionante do Japão 2008, contra o time da casa Gamba Osaka. Os homens de Alex Ferguson se empenharam em atacar desde o início e foram recompensados com gols de Nemanja Vidic e Cristiano Ronaldo, ambos marcados de cabeça em escanteios cobrados por Ryan Giggs. A equipe japonesa criou algumas chances no primeiro tempo e chegou a dar um bom susto nos ingleses, quando Masato Yamazaki descontou aos 29 da etapa complementar. Ferguson sentiu o drama e tirou Wayne Rooney e Darren Fletcher do banco. O craque inglês marcou duas vezes em quatro minutos, uma antes e outra depois do gol de Fletcher, dando aos europeus uma vantagem impossível de alcançar. Mesmo assim, o Gamba Osaka não desistiu e marcou outros dois gols antes do apito final, fechando em 5 a 3 o placar de uma partida inesquecível.

O Adelaide United igualou o feito dos compatriotas do Sydney FC em 2005 ao derrotar o Al Ahly na disputa pelo quinto lugar. Uma jogada individual brilhante do brasileiro Cristiano aos sete minutos de jogo foi suficiente para dar a vitória à equipe do técnico Aurelio Vidmar. Já em casa, os australianos receberam com alegria a notícia da conquista do prêmio FIFA Fair Play.

Classificação final:

1. Manchester United (ENG)
2. Liga de Quito (ECU)
3. Gamba Osaka (JPN)
4. Pachuca C.F. (MEX)
5. Adelaide United FC (AUS)
6. Al Ahly (EGY)
7. Waitakere United (NZL)

Estádios e cidades-sede:

Estádio Nacional (Tóquio), Estádio Toyota (Toyota) e Estádio Internacional (Yokohama)

Artilheiros:
3 gols: Wayne Rooney (Manchester United)
2 gols: Yasuhito Endo e Masato Yamazaki (ambos do Gamba Osaka) e Christian Giménez (Pachuca)
1 gol: Cristiano Ronaldo (Manchester United) e outros 12 jogadores

Gols marcados:
23 (média de 2,88 por jogo)

Público total:
355.515 pessoas


Média de público:

44.439 pessoas

Fonte: fifa.com

Mundial de Clubes 2007

Milan vinga os europeus

O troféu da Copa do Mundo de Clubes da FIFA finalmente pôde conhecer um novo continente. Conquistado pelos sul-americanos nas três primeiras edições, o cobiçado caneco foi parar na bagagem de um clube europeu pela primeira vez, mérito do ofensivo time do Milan, que derrotou o Boca Juniors na decisão.

Um brasileiro teve papel decisivo para que o destino da taça de 2007 fosse o Velho Continente. Os rossoneri devem muito do seu feito às fantásticas atuações de Kaká, que saiu do Japão não só com o título mundial, mas também com a Bola de Ouro adidas e o Prêmio TOYOTA de melhor jogador do campeonato.

Além da vitória milanesa, há de se destacar a participação do Urawa Red Diamonds, primeiro time do Japão a disputar o torneio, e a estreia da bola inteligente, com tecnologia capaz de determinar se a linha do gol foi ultrapassada ou não. Some-se a tudo isso as emoções do último dia, com dez gols, um futebol eletrizante e até uma disputa de pênaltis, e o que se tem é uma competição que ficará marcada na memória dos torcedores.

Clima de revanche no ar


A equipe de Carlo Ancelotti chegou ao Japão com um objetivo claro: conquistar a máxima glória possível a um clube de futebol de forma a compensar a temporada ruim até então no Campeonato Italiano. Na estreia, o time suou para bater o Urawa Red Diamonds com um gol solitário de Clarence Seedorf, deixando o melhor guardado para a final contra o Boca Juniors. Os argentinos, que haviam chegado à decisão por terem superado o Étoile Sportive pelo mesmo placar, eram os adversários que o Milan queria enfrentar depois da derrota na final da Copa (Toyota) Intercontinental de 2003.

Com os ingredientes típicos de uma revanche, a final disputada em Yokohama em 16 de dezembro acabou sendo a partida mais emocionante do campeonato. O roteiro um tanto incomum para uma decisão de grande torneio teve futebol ofensivo, seis gols (recorde para uma final desde o início da competição) e uma dose de drama suficiente para satisfazer até mesmo o mais exigente dos torcedores.

Para os vencedores, o título dificilmente poderia ter sido mais saboroso. Com 12 remanescentes da dolorosa derrota de 2003 para o Boca no elenco, os justiceiros campeões da Europa venceram os xeneizes, com autoridade, por 4 a 2, desfilando um futebol ofensivo em que se destacaram as atuações de gala de Kaká, Filippo Inzaghi e Seedorf.

Muito festejada na Itália, a conquista serviu para reafirmar a importância dos experientes jogadores para a equipe. O Milan era o time com a média de idade mais alta da competição (30,7 anos), mas soube tirar proveito disso graças ao ótimo desempenho de veteranos. O capitão Paolo Maldini, de 39 anos, que ganhou o 25° título da carreira no clube, anunciou depois a intenção de abandonar o futebol profissional no fim da temporada.

Boca cai bravamente e Urawa surpreende

Os campeões sul-americanos sabiam o que estava pela frente quando chegaram ao Japão, pois haviam disputado a final da competição anterior, a Copa (Toyota) Intercontinental, três vezes entre 2000 e 2003. Contudo, a expectativa criada pela vitória por 1 a 0 sobre o Étoile da Tunísia na semifinal foi rapidamente frustrada diante das investidas implacáveis do Milan. Apesar da derrota, o time do técnico Miguel Angel Russo mostrou estar à altura dos melhores do mundo graças a jogadores como Hugo Ibarra, Ever Banega e o veloz Rodrigo Palacio. Por outro lado, os argentinos saíram do torneio com um recorde para ser esquecido: o Boca foi a primeira equipe a ter jogadores expulsos em ambos os jogos disputados no Japão.

Já o Urawa Red Diamonds deve a terceira colocação aos empolgados torcedores, que reviveram a atmosfera de festa da Copa do Mundo da FIFA 2002, da qual o Japão foi sede junto com a Coreia do Sul. O tradicional frio de dezembro deu lugar a um caloroso ambiente sempre que o time de Holger Osieck entrava em campo, colaborando para a equipe realizar a melhor campanha de um clube asiático na história do campeonato e conquistar o prêmio Fair Play da FIFA.

Quem também voltou para casa satisfeito foi o Étoile Sportive do técnico Bertrand Marchand, que terminou na quarta posição após exibir uma impressionante obediência tática e estrita disciplina. Sepahan do Irã, Pachuca do México e Waitakere United da Nova Zelândia, no entanto, deixaram o Japão decepcionados cada um à sua maneira, embora tenham adquirido valiosa experiência.

Ano dourado para Kaká

Diferentemente das edições anteriores, o Grupo de Estudos Técnico da FIFA não teve muitas dificuldades para escolher o melhor jogador do campeonato. O brasileiro Kaká se sobressaiu sobre os adversários.

"O título e o prêmio simbolizam uma nova fase na minha carreira", disse o meia ao FIFA.com após a final. "Estou muito orgulhoso principalmente pela ótima atuação dos meus companheiros." Autor de um gol e três assistências no torneio, ele fechou com chave de ouro uma temporada memorável, na qual foi artilheiro da Liga dos Campeões da UEFA 2006/2007 e ainda recebeu os prêmios de Jogador do Ano da Europa e de Jogador do Ano da FIFA.

Seedorf foi eleito o segundo melhor jogador do torneio, e a terceira colocação ficou com o argentino Rodrigo Palacio, cujo gol deixou o Boca Juniors brevemente em pé de igualdade com o Milan na decisão em Yokohama. Também mereceu destaque o atacante Washington, que impressionou a todos ao encerrar a passagem pelo Urawa com três gols e muitas lágrimas. O centroavante brasileiro, que foi o artilheiro do torneio, ficou carinhosamente na memória dos espectadores, assim como o brilhante e jovem atacante Amine Chermiti, do Étoile, que depois foi para o futebol europeu.

Classificação final:

1° - Milan (ITA)
2° - Boca Juniors (ARG)
3° - Urawa Reds (JPN)
4° - Étoile Sportive (TUN)
5° - Sepahan (IRN)
6° - Pachuca (MEX)
7° - Waitakere United (NZL)

Estádios e cidades

Estádio Nacional (Tóquio), Estádio Toyota (Toyota) e Estádio Internacional (Yokohama).

Artilheiros


Washington (Urawa Reds) - 3 gols; Filippo Inzaghi (Milan) e Emad Mohammed (Sepahan) - 2; Kaká (Milan) e outros 11 jogadores - 1.

Total de gols:
21, média de três por jogo.

Público total:

318.871 pessoas, média de 45.553 por partida.

fonte: fifa.com

Mundial de Clubes 2006

Internacional mantém supremacia brasileira

As três edições da Copa do Mundo de Clubes da FIFA terminaram com um clube brasileiro sendo campeão: Corinthians em 2000, São Paulo em 2005 e Internacional em 2006. Não se trata de nenhuma coincidência, e os números são ainda mais impressionantes pelo fato de as equipes brasileiras terem superado potências do futebol europeu na final das últimas duas edições do torneio.

Quando o juiz apitou o fim de jogo na vitória de 1 a 0 do Inter sobre o imponente Barcelona, dia 17 de dezembro no Japão, uma enorme onda de comemorações explodiu em Porto Alegre, do outro lado do mundo. E no momento em que a festa dava sinais de estar diminuindo, os recém-coroados campeões aterrissaram em solo nacional, onde uma massa de delirantes torcedores recebeu os jogadores colorados com a honra merecida pelo título conquistado.

Internacional: antes e depois
Sem dúvida, a história do clube gaúcho ficará divida em duas partes: antes e depois do Japão 2006. "Estabelecemos uma meta e fomos atrás dela", explicou o técnico Abel Braga. "Agora somos campeões do mundo e estamos no topo do futebol. O Barcelona tem uma excelente equipe, mas jogamos com muita coragem e vontade. Os meus garotos são verdadeiros heróis."

A difícil vitória de 2 a 1 contra os egípcios do Al Ahly na semifinal, comparada à surra de 4 a 0 aplicada pelo Barcelona sobre o América do México, colocou os espanhóis na posição de francos favoritos. Mas graças ao inteligente sistema tático de Abel Braga e à garra e determinação dos jogadores, o Davi conseguiu conter o Golias até a entrada de Adriano Gabiru - que saiu do banco para marcar o gol da histórica conquista a poucos minutos do apito final.

"Deu tudo certo", foi o veredicto do atacante Fernandão. "Sabíamos que teríamos de marcar o Barcelona de perto e não deixá-los passar do meio-campo, além de deixar jogadores na frente para tentar marcar no contra-ataque. E foi assim que vencemos o jogo. Se nós merecemos a vitória? Sim, com certeza, pois jogamos contra o melhor time do mundo."

Depois da conquista, o vitorioso Abel espera ainda mais dos seus jogadores: "A nossa meta para 2007 é manter os títulos da Libertadores e da Copa do Mundo de Clubes."

Barcelona cai de pé
Assim que pisaram em solo japonês, Ronaldinho Gaúcho e o técnico Frank Rijkaard fizeram de tudo para evitar o rótulo de favoritos e reiteraram o desejo de conquistar a cobiçada taça.

Apesar disso, a maioria dos observadores enxergou as declarações com certa dose de desconfiança, que cresceu ainda mais quando Rijkaard insistiu que a sua equipe não era favorita mesmo depois da aula de futebol aplicada sobre o América. Contudo, a derrota para o Inter na final mostrou que a preocupação do ex-técnico da seleção holandesa era totalmente justificável.

"Agora vocês veem por que dissemos que não éramos favoritos?", perguntou Deco depois da dolorosa derrota. "Jogamos um melhor futebol, mas não conseguimos concluir as chances que tivemos. O Inter se defendeu muito bem e matou o jogo com um contra-ataque. E não quero ouvir nenhum papo de terem ou não merecido. Se venceram o jogo é porque mereceram."

Ronaldinho seguiu a mesma linha. "Estamos decepcionados, mas perder faz parte da vida", desabafou o craque. "Discutir quem mereceu ganhar não vai mudar o resultado, então precisamos trabalhar mais e não cometer os mesmos erros outra vez. Acho que faltou um pouco de sorte, mas estamos no caminho certo. Agora temos de vencer a Liga dos Campeões novamente para podermos voltar no ano que vem."

Al Ahly impressiona, América decepciona
Primeiro clube a se classificar para duas edições da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, o Al Ahly foi ao Japão com uma meta clara: conseguir uma posição melhor do que o sexto lugar de 2005.

Sob o comando do técnico português Manuel José, os campeões africanos fizeram jus a um futebol tradicionalmente elegante e ofensivo, inspirados pelo genial Mohamed Aboutrika. Depois de superar o Auckland City da Nova Zelândia por 2 a 0 no jogo de abertura, os egípcios deram muito trabalho ao Inter na semifinal, mas acabaram perdendo por 2 a 1.

O time de Aboutrika se recuperou rapidamente da queda e garantiu o terceiro lugar do torneio com uma vitória de 2 a 1 sobre o América. A conquista rendeu aos jogadores uma calorosa recepção na volta ao Egito. Segundo Manuel José, a missão foi cumprida: "Estávamos determinados a participar da competição mais uma vez para mostrar ao mundo o verdadeiro Al Ahly", declarou. "Hoje, finalmente, foi o que aconteceu."

Já pelo lado mexicano, a decepção reinava absoluta. Com uma bela história e um plantel composto por grandes nomes, o América achava que poderia ser um adversário complicado para o gigante Barcelona caso chegasse entre os quatro finalistas. A oportunidade veio com um apertado triunfo de 1 a 0 contra o representante sul-coreano Jeonbuk Hyundai Motors nas quartas-de-final. Mas o resultado serviu apenas para que a equipe fosse massacrada por 4 a 0 pelos vencedores da Liga dos Campeões da UEFA.

Buscando desesperadamente algum tipo de consolo na disputa do terceiro lugar, os mexicanos foram batidos mais uma vez, agora pelo vibrante Al Ahly. "A única coisa que me resta agora é pedir desculpas aos torcedores por não ter atingido as expectativas", lamentou o treinador Luis Fernando Tena após a derrota por 2 a 1.

Quem saiu do torneio com a moral em alta foi o Jeonbuk. Habilidosos e bem posicionados taticamente, os sul-coreanos dificultaram muito a vida do valorizado elenco do América no jogo de abertura, perdendo pelo placar mínimo. O clube da Coreia do Sul encerrou a participação com o quinto lugar, conquistado no enfático 3 a 0 sobre o Auckland City, que perdeu as duas partidas que disputou no Japão. Para sul-coreanos e neozelandeses, a experiência adquirida contra adversários de peso com certeza será muito útil no futuro.

Deco: qualidade à parte
Não foi fácil para o Grupo de Estudos Técnicos da FIFA escolher os melhores jogadores da Copa do Mundo de Clubes da FIFA Japão 2006. No final, a categoria do luso-brasileiro Deco ficou com o primeiro lugar depois das excelentes exibições do jogador no torneio. O armador provou estar um nível acima dos adversários, com especial destaque para a semifinal contra o América, e ganhou com mérito a Bola de Ouro da adidas.

A Bola de Prata da adidas ficou com o dedicado Iarley, cujo passe milimétrico levou o Internacional ao gol do título. O camisa 10 do Barcelona Ronaldinho Gaúcho recebeu a Bola de Bronze da adidas.

Apesar de não terem conquistado prêmios individuais, outros jogadores também mostraram estar à altura da competição. Liderando o bloco esteve Mohamed Aboutrika, do Al Ahly, que não apenas conduziu a ofensiva do time como foi o artilheiro da competição, com três gols. Quem também apresentou excelente desempenho foi o goleiro Guillermo Ochoa, do América, e o incansável meia Kim Hyeung Bum, do Jeonbuk.


Classificação final:


1º — Sport Club Internacional (BRA)

2º — FC Barcelona (ESP)

3º — Al Ahly Sporting Club (EGY)

4º — Club América (MEX)

5º — Jeonbuk Hyundai Motors FC (KOR)

6º — Auckland City FC (NZL)


Estádios e sedes:


Estádio Nacional (Tóquio), Estádio Toyota (Toyota) e Estádio Internacional (Yokohama).


Artilheiros


3 gols: Mohamed Aboutrika (Al Ahly)

2 gols: Flávio (Al Ahly)

1 gol: Adriano (Internacional) e outros dez jogadores

Gols marcados:

17 (média de 2,43 por jogo)


Público:


302.142 espectadores (média de 43.163)

fonte: fifa.com

Mundial de Clubes Fifa 2005

São Paulo leva o tri mundial

Em 2005, o Japão foi o palco do encontro entre as equipes campeãs das seis confederações continentais de futebol. O Campeonato Mundial de Clubes da FIFA Copa Toyota superou as expectativas com uma competição equilibrada e fascinante para os espectadores. Após o apito final em Yokohama, foi o São Paulo que voltou para casa comemorando o título de "campeão dos campeões" depois de sobreviver a um bombardeio do Liverpool e deixar claro que a escola sul-americana segue com a mesma qualidade de sempre.

Um gol de Mineiro aos 27 minutos do primeiro tempo foi suficiente para dar o caneco à equipe brasileira em uma boa partida de futebol disputada para uma platéia de quase 67 mil torcedores no Estádio Internacional de Yokohama. O conjunto treinado por Paulo Autuori teve de buscar o título na raça, já que o Liverpool não desistiu em nenhum momento de levar o único troféu que não tem no seu currículo. A equipe inglesa, fortalecida por figuras estrangeiras e liderada pelos espanhóis Fernando Morientes e Luis García, não conseguiu superar o goleiro Rogério Ceni, referência de um clube que os japoneses guardam com carinho na memória.

Na Copa Toyota, torneio que precedeu o atual certame, o Liverpool tinha morrido na praia em 1981 e 1984, enquanto o São Paulo conquistara o título em 1992 e 1993. Naquela época, o embate se dava em jogo único entre os campeões da Europa e da América do Sul. A motivação são-paulina pela busca do tricampeonato ainda tinha um sabor especial, já que o arquirival Corinthians havia vencido o Campeonato Mundial de Clubes da FIFA Brasil 2000.

Os campeões da África, da Ásia, da Oceania e da região composta por América do Norte, América Central e Caribe se enfrentaram nas quartas-de-final. O primeiro embate foi um clássico árabe entre o Al Ahly do Egito e o Al Ittihad da Arábia Saudita. Os africanos, treinados pelo português Manuel José, entraram em campo após 55 partidas sem derrota. Entretanto, foram os bicampeões asiáticos, treinados pelo experiente Anghel Iordanescu, que deram o tiro de misericórdia por meio do capitão Mohamed Noor após uma falha do goleiro adversário em uma noite muito fria em Tóquio.

A outra eliminatória das quartas-de-final apresentava-se como um duelo menos equilibrado: o Saprissa da Costa Rica, potência centro-americana com 23 títulos nacionais, encarou o Sydney da Austrália, um clube com apenas um ano de existência. No entanto, a equipe australiana entrou disposta a lutar até o fim, confiando na experiência do treinador Pierre Littbarski (ex-atacante da seleção alemã), do atacante japonês Kazu Miura (que atuou em vários clubes brasileiros) e do astro Dwight Yorke (ex-Manchester United). Mesmo assim, um belo gol de Christian Bolaños no início do segundo tempo acabou com as esperanças dos australianos.

A competição já estava pegando fogo quando os dois grandes entraram em cena.

Antes da partida contra o Al Ittihad, já se falava bastante da qualidade de Rogério Ceni na bola parada. E o experiente goleiro mostrou essa virtude ao transformá-la no gol que garantiu a vitória da sua equipe em uma partida bem mais difícil do que se imaginava. O experiente Amoroso, que no auge da carreira chegara a ser a contratação mais cara do mundo, inaugurou o placar para os são-pauinos, mas Noor descontou logo em seguida. Amoroso e Rogério Ceni (de pênalti) ampliaram para o São Paulo no início da segunda etapa. Mesmo assim, os sauditas não se renderam: uma cabeçada de Hamad al Montashari, melhor jogador asiático da temporada, deixou Autuori e os seus comandados de cabelo em pé até o apito final do arbitro.

Na outra semifinal, o Liverpool, que havia chegado poucos dias antes e não demonstrara nenhuma dificuldade de adaptação ao fuso horário, derrotou o Deportivo Saprissa. Na única partida do torneio em que a diferença dos clubes ficou clara, a equipe inglesa não deu chances ao adversário e abriu e fechou a conta com dois gols de Peter Crouch, tendo ainda o petardo de Steven Gerrard entre eles.

O Sydney, de modo até que surpreendente, obteve o quinto lugar do torneio graças ao dia inspirado de Yorke e David Carney, que com os seus gols superaram o tento de Emad Motab para o decepcionante Al Ahly. Em seguida, o Saprissa levou o bronze contra o motivado Al Ittihad graças uma bela cobrança de falta de Ronald Gómez no apagar da luzes. Os outros dois gols da vitória costa-riquenha por 3 a 2 foram marcados por Álvaro Saborío, enquanto que os árabes descontaram com Mohamed Kallon e Joseph-Desiré Job.

Mas nada se comparou ao aguardado encontro entre Europa e América do Sul. A partida teve casa cheia de torcedores que deram total apoio às duas equipes. Na história das edições da Copa Toyota e da Copa Intercontinental, as equipes sul-americanas levavam uma ligeira vantagem, mas a fácil adaptação ao Japão e a incrível marca de 11 jogos sem levar gol davam aos comandados de Rafa Benitez a condição de favoritos na final.

Felizmente, a popularidade do futebol está no seu caráter imprevisível, algo que se viu bastante nesse torneio. Apesar de serem encurralados durante boa parte do tempo pelos astros do Liverpool, o São Paulo, o Brasil e a América do Sul inverteram os prognósticos e conquistaram o título.

Prêmios individuais

Rogério Ceni, capitão, guarda-metas e também goleador, é reconhecido pela eficiência na bola parada. Apesar de Rogério ter escrito o seu nome na história da competição ao anotar um gol na semifinal, foram as suas mãos, a sua elasticidade e a sua postura que lhe valeram a Bola de Ouro adidas e o prêmio da Toyota. Talvez a maior façanha do arqueiro são-paulino no torneio tenha acontecido logo no início do segundo tempo da final, quando ele voou para a esquerda e impediu que o balaço de falta de Gerrard estufasse as redes tricolores.

O capitão do Liverpool, cujo gol na semifinal foi possivelmente o mais bonito do certame, também exibiu um futebol de alta qualidade em toda a competição, levando a sua equipe à frente e garantindo a Bola de Prata adidas. A Bola de Bronze adidas foi para o costa-riquenho Bolaños, especialista em jogos decisivos, dono de grande habilidade técnica e impecável finalizador.


Participantes


Al Ahly (Egito, CAF)
Al Ittihad (Arábia Saudita, AFC)
Saprissa (Costa Rica, CONCACAF)
Liverpool (Inglaterra, UEFA)
São Paulo (Brasil, CONMEBOL)
Sydney (Austrália, OFC)


Resultados


Quartas-de-final
Al Ittihad 1 x 0 Al Ahly
Sydney 0 x 1 Saprissa
Semifinais
Al Ittihad 2 x 3 São Paulo
Saprissa 0 x 3 Liverpool
Decisão do quinto lugar
Al Ahly 1 x 2 Sydney
Decisão do terceiro lugar
Al Ittihad 2 x 3 Saprissa
Final
São Paulo 1 x 0 Liverpool

Cidades e estádios
Estádio Nacional de Tóquio, Estádio de Toyota, Estádio Internacional de Yokohama

Nº de gols: 19 (média: 2,71)

Artilheiros
2 gols: Peter Crouch (Liverpool), Amoroso (São Paulo), Mohammed Noor (Al Ittihad), Álvaro Saborío (Saprissa)


Espectadores

215.003


Média de público

35.834

Fonte: fifa.com

1º Mundial da Fifa de Clubes 2000

Uma festa no país do futebol

A primeira vez
O Campeonato Mundial de Clubes da FIFA no Brasil foi o primeiro evento do futebol internacional no novo milênio. A corajosa decisão de globalizar o mundial interclubes levou oito clubes de todas as partes do mundo a se reunirem no Rio de Janeiro e em São Paulo para disputar o torneio. Entre os concorrentes estavam o Real Madrid, escolhido o clube do século pela FIFA, e o então campeão europeu Manchester United. A equipe inglesa vinha de três conquistas na temporada 1999/2000 e inclusive desistira de defender o título da Copa da Inglaterra para enfrentar os melhores clubes de cada continente em solo brasileiro.

O campeão
A final foi disputada entre dois clubes brasileiros. Em um belo dia de sol no Maracanã, Vasco da Gama e Corinthians se enfrentaram pelo título de campeão do mundo. A equipe paulista venceu por 4 a 3 nos pênaltis após 120 minutos de muita tática, mas nenhum gol. Depois de empatar com o Real Madrid e derrotar o Al Nassr da Arábia Saudita e o Raja do Marrocos na primeira fase, o Corinthians de Vampeta, Rincón, Edu, Dida e Edílson venceu a decisão com merecimento diante de 73 mil espectadores.

A surpresa
A final sem nenhum dos clubes europeus foi sem dúvida a maior surpresa do Campeonato Mundial de Clubes da FIFA. O Real Madrid terminou em uma frustrante quarta colocação depois de perder para o Necaxa do México na decisão do terceiro lugar. O time espanhol ficara de fora da final no saldo de gols depois de empatar em pontos com o Corinthians na primeira fase. Já a derrota por 3 a 1 para o Vasco da Gama mandou o Manchester United para casa mais cedo. Os destaques do time carioca na partida foram Romário e Edmundo, este último marcando o gol mais bonito da competição.

O Necaxa do México fez bonito ao levar a medalha de bronze no jogo contra o Real Madrid. Comandado pelo rápido atacante equatoriano Agustín Delgado, o time mostrou bom toque de bola, superou nos pênaltis os aristocratas espanhóis e voltou para casa de cabeça erguida.

A estrela
O atacante corintiano Edílson levou a Bola de Ouro adidas como o melhor jogador do torneio. Com dois gols e uma assistência, o "Capetinha" encantou a torcida com o seu talento em lances como um histórico drible entre as pernas do francês Karembeu, do Real Madrid.


Estatísticas do Brasil 2000:

Classificação final:


1. Corinthians
2. Vasco da Gama
3. Necaxa
4. Real Madrid

Gols marcados:
43 (média de 3,07)

Melhor ataque:

Equipe Gols marcados
Real Madrid 9



Artilheiros:

Jogador
Gols marcados
Anelka (Real) 3
Romário (Vasco) 3
Al Husseini (Al Nassr) 2
Delgado (Necaxa) 2
Edílson (Corinthians) 2
Edmundo (Vasco) 2
Fortune (Manchester) 2
Montecinos (Necaxa) 2
Raúl (Real) 2


Cidades-sede:
São Paulo, Rio de Janeiro

Público total:
503.200 (final: 73.000)

Média de público:
35.942

A curiosidade
O árbitro holandês Dick Jol deu oito cartões amarelos na final entre Corinthians e Vasco, quatro para cada time.

Corinthians 2000

Fonte: fifa.com

Seul 1988- Futebol Olímpico

Seul, 1988

Após derrotar seleções altamente qualificadas, a União Soviética conquistou em Seul o seu segundo ouro no Torneio Olímpico de Futebol Masculino. Os soviéticos estrearam empatando sem gols com a Coreia do Sul, mas venceram todos os outros cinco jogos. Na decisão, a URSS precisou da prorrogação para derrotar o Brasil por 2 a 1.

O ainda jovem Romário foi o artilheiro da competição com sete gols. Ele abriu o marcador para o Brasil aos 29 minutos do primeiro tempo da final, mas Igor Dobrovolski empatou de pênalti aos 18 da etapa complementar. O empate só foi desfeito aos 13 minutos do primeiro tempo da prorrogação, quando Yuri Savichev, que havia começado o jogo no banco, fez o gol do título em frente a 73 mil espectadores no Estádio Olímpico.

A vitória foi um grande resultado para a URSS, pois os vice-campeões contavam não apenas com Romário, mas também com outros jogadores do quilate de Bebeto e Taffarel, que viriam a brilhar na campanha brasileira do tetracampeonato mundial em 1994.

O torneio também teve as suas surpresas, como a goleada da Zâmbia sobre a Itália na primeira rodada por 4 a 0, com três gols de Kalusha Bwalya. Tragicamente, muitos dos jogadores do selecionado olímpico do país africano acabariam morrendo em um acidente aéreo antes de um jogo das eliminatórias para a Copa do Mundo em 1993.

A Zâmbia foi eliminada por 4 a 0 no confronto das quartas-de-final com a Alemanha Ocidental, com três gols de Jürgen Klinsmann, que também teria participação decisiva no título mundial do seu país dois anos depois. Os alemães conquistaram a medalha de bronze ao derrotarem a Itália por 3 a 0, com gols de Klinsmann, Gerhard Kleppinger e Christian Schreier.

Nas semifinais, Alemanha e Brasil ficaram em um empate em 1 a 1 após 120 minutos. Nos pênaltis, brilhou a estrela do goleiro Taffarel, que garantiu a presença da seleção brasileira na final olímpica pela segunda vez consecutiva.

Na outra partida, a URSS comprovou ser especialista em prorrogações ao derrotar a Itália por 3 a 2 no tempo extra após 1 a 1 em 90 minutos. Arminas Narbekovas e Alexi Mikhailichenko fizeram um gol em cada tempo da prorrogação, dando grande vantagem aos soviéticos. A Itália ainda chegou ao gol de honra com Andrea Carnevale, que nos anos seguintes enfrentaria o drama de ser suspenso por uma temporada por uso de drogas.

Apesar de o futebol ser novamente a modalidade mais assistida, o público ficou abaixo das expectativas geradas pelas das duas edições anteriores dos Jogos Olímpicos, com 729 mil espectadores assistindo às 32 partidas.

fonte: fifa.com

Resultados Internacionais de Beach Soccer

Ravenna / Itália 2011


Dubai / Emirados Árabes Unidos 2009
Campeão: Brasil
Vice-campeão: Suíça
Terceiro: Portugal
Quarto: Uruguai
Bola de Ouro adidas: Dejan STANKOVIC (SUI)
Chuteira de Ouro adidas: Dejan STANKOVIC (SUI)
Luva de Ouro adidas: MAO (BRA)
Prêmio FIFA Fair Play: Japão e Russia




Marseille / França 2008

Campeão: Brasil
Vice-campeão: Itália
Terceiro: Portugal
Quarto: Espanha
Bola de Ouro adidas: AMARELLE (ESP)
Chuteira de Ouro adidas: MADJER (POR)
Luva de Ouro adidas: ROBERTO VALEIRO (ESP)
Prêmio FIFA Fair Play: Rússia

O FIFA.com relembra o melhor de Marselha 2008, onde os reis do beach soccer tiveram que suar como nunca para levar a terceira taça para casa.


Rio de Janeiro / Brasil 2007

Campeão: Brasil
Vice-campeão: México
Terceiro: Uruguai
Quarto: França

Bola de Ouro adidas: BURU (BRA)
Chuteira de Ouro adidas: BURU (BRA)
Prêmio FIFA Fair Play: Brasil


A Copa do Mundo de Beach Soccer da FIFA Rio 2007 veio para confirmar a supremacia do Brasil no futebol de areia. Mas a competição também ficará marcada pelo alto nível técnico e pelo surgimento de novas potências.


Rio de Janeiro / Brasil 2006
Campeão: Brasil
Vice-campeão: Uruguai
Terceiro: França
Quarto: Portugal

Bola de Ouro adidas: MADJER (POR)
Chuteira de Ouro adidas: MADJER (POR)
Prêmio FIFA Fair Play: França



Depois de voltar ao topo do mundo, o Brasil provavelmente tenha deixado para trás o desempenho do ano passado como um erro de percurso: o tipo de aberração esportiva que acontece de tempos em tempos. Após ceder a coroa para Portugal em 2001 e para a França em 2005, a Seleção colocou as coisas no lugar e chegou ao décimo título da modalidade


Rio de Janeiro / Brasil 2005
Campeão: França
Vice-campeão: Portugal
Terceiro: Brasil
Quarto: Japão

Bola de Ouro adidas: MADJER (POR)
Chuteira de Ouro adidas: MADJER (POR)
Prêmio FIFA Fair Play: Japão

A primeira edição da Copa do Mundo de Beach Soccer da FIFA mal terminou e os brasileiros já aguardam ansiosos pela volta das melhores seleções do planeta às areias do Rio de Janeiro, no ano que vem.

Sport (do treinador Inácio Ramos)

 Time recheado de craques de Assunção e Taperoá.  Numa época que ainda éramos distrito divididos entre Juazeirinho e Taperoá. Time do Sport ...